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Correio da Manhã

Economia
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“Rui Pedro Soares não foi criação minha” (ACTUALIZADA)

“O Dr. Rui Pedro Soares não foi criação minha. Foi resultado de negociações que conduzi com outros accionistas”. A afirmação é de Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração da PT, que depõe esta sexta-feira na Comissão de Inquérito.
30 de Abril de 2010 às 17:31
Chairman da Portugal Telecom
Chairman da Portugal Telecom FOTO: José Sena Goulão/Lusa

“Se se confirmar muitas das imputações feitas ao Dr. Rui Pedro Soares o maior surpreendido da história sou eu”.

Questionado por Cecília Meireles, do CDS, Henrique Granadeiro diz não se recordar que accionista sugeriu o nome de Rui Pedro Soares. “Não sei. Não posso responder com precisão. Foi há muito tempo. São 25 administradores, também não me lembro dos outros 24”, disse.

Granadeiro disse ainda que é “muito complexo formar uma lista. Se calhar é talvez tão complexo como formar um comité central de um partido”.

No entanto, Granadeiro adiantou sabe quais os administradores indicados pelos accionistas de referêcencia. No caso da CGD, em 2006, adiantou que Carlos Santos Ferreira, na altura presidente do banco, sugeriu Jorge Tomé e Armando Vara.

Sobre conversas com o Governo para a formação desta lista diz que conversou com Mário Lino, na altura ministro das Obras Públicas, para saber “se tinham oposição a alguma nome”, já que a Golden Share tem poder de veto sobre um terço dos nomes propostos para o conselho de administração.

GRANADEIRO E ZEINAL DESISTIRAM DO NEGÓCIO DIA 24

Henrique Granadeiro revelou que ele e Zeinal Bava falaram na véspera da reunião do conselho de administração da PT, a 25 de Junho, onde ficou decidido que as negociações com a Prisa não iriam ser agendadas para discussão. Antes, o tema foi colocado no ponto de diversos.

“Decidimos foi não agendar nem levar por diante a proposta sobre a qual vinha a trabalhar a comissão executiva desde o dia 19 e eu desde o 21”, quando refere que Zeinal Bava o informou das negociações.

Granadeiro, que diz que sempre foi contra o negócio, confessa que saiu “aliviado da reunião de dia 25”. “Sai aliviado porque não iamos fazer o negócio”, confessou.

“O meu juizo de probabilidade era de facto próximo de zero. Dei uma posição de fundo negativa sobre esse negócio. Que transmiti no dia 21 ao presidente da comissão executiva.”

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