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Correio da Manhã

Economia
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Rui Rio defende "ajustamento à ordem social"

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, afirmou nesta segunda-feira ser necessário fazer um "ajustamento à ordem social", considerando que quem não quer trabalhar não pode continuar a receber o Rendimento Social de Inserção (RSI).

17 de Outubro de 2011 às 12:58
Rui Rio considerou que a actual situação está "a transformar uma parte da classe média em pobres"
Rui Rio considerou que a actual situação está 'a transformar uma parte da classe média em pobres' FOTO: Lusa

Na sessão de abertura do III Fórum Nacional da Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal (EAPN), Rui Rio disse que "não pode continuar a haver pessoas com RSI que não querem trabalhar", e salientou que este apoio estatal "tem que ser dado a pessoas em situação de muita dificuldade e que querem sair dela e não conseguem".  

Para o autarca, o RSI "não é o fim da linha, é apenas um mero apoio pontual" e deve ser olhado dessa forma, para "apoiar aquelas pessoas que não têm culpa nenhuma da situação em que estão e querem sair". 

Segundo Rui Rio, "não é justo que haja pessoas com emprego e que não queiram trabalhar e arranjam mil e uma maneiras para não o fazer" e acrescentou que "enquanto houver seres humanos haverá sempre pobreza", Rio considerou que a actual situação está "a transformar uma parte da classe média em pobres".  

O autarca lembrou que desde o primeiro dia referiu a "inclusão social" como o seu principal objectivo à frente da Câmara do Porto e as apostas na reabilitação das habitações sociais e de escolas, que representam já um investimento "superior a 140 milhões de euros".  

"Se formos sérios e inteligentes vamos minorar o problema", concluiu. 

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