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Correio da Manhã

Economia

Ruína na produção de pinhão

Os produtores de pinhão estão desesperados com a quebra de 85 por cento da produção, em 2011, devido à destruição do miolo por uma praga do insecto Leptoglossus occidentalis que atacou as principais manchas de pinhal do País. Se em 2010 o sector gerou uma receita de 84 milhões de euros – 95 por cento desse valor em exportações – este ano está previsto um encaixe de 12,6 milhões de euros.
27 de Novembro de 2011 às 01:00
Insecto é responsável por quebra de 85 % da produção de pinhão
Insecto é responsável por quebra de 85 % da produção de pinhão FOTO: Jupiter Images

"É a ruína do sector dado o avultado prejuízo nas receitas. Estão também em causa milhares de postos de trabalho durante a campanha, que começa em Dezembro, e na transformação", disse ao CM Hélio Cecílio, presidente Associação de Industriais do Miolo de Pinhão (AIMP).

Na campanha de 2010 foram produzidos 120 milhões de quilos de pinhas, com um preço médio de 70 cêntimos o quilo. No total, geraram perto de cinco milhões de quilos de pinhão. Com o aparecimento desta praga, os industrias prevêem uma redução, em 2011, para 720 mil quilos.

Sem pinhões no mercado, certo é que o apreciado fruto será alvo de uma forte inflação. "Não se pode prever o preço do mercado. Este ano ainda vai haver, mas em 2012 a produção de pinhão será zero", avisa o dirigente e produtor na zona de Coruche, que já reuniu com o ministério da Agricultura para apresentar as dificuldades do sector. As soluções para combater esta praga, oriunda da América do Norte e que chegou à Europa em 1999, destruindo o sector em Itália, serão discutidas na quarta-feira entre investigadores italianos, espanhóis e portugueses.

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