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Correio da Manhã

Economia
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Saída do Campus vale 52 milhões

Banco de Portugal vende participação no fundo que detém do edifício na Expo onde estão instalados tribunais e serviços da Justiça, em Lisboa.
16 de Agosto de 2013 às 01:00
O Banco de Portugal deixou de ser um dos senhorios do Campus de Justiça, em Lisboa
O Banco de Portugal deixou de ser um dos senhorios do Campus de Justiça, em Lisboa FOTO: Pedro Catarino

O Banco de Portugal (BdP), até aqui um dos quatro senhorios do Campus da Justiça, em Lisboa, decidiu vender a participar no fundo que detém o complexo de edifícios onde estão instalados tribunais e serviços da Justiça. Pelo negócio, a entidade vai receber quase 52 milhões de euros.

Segundo o relatório e contas do fundo Office Park Expo – a entidade através da qual a CGD, o fundo de pensões do Banco de Portugal, a Segurança Social e a Fundação Calouste Gulbenkian detêm o Campus da Justiça – o regulador votou contra, de forma isolada, a prorrogação do fundo imobiliário. Por esse motivo, decidiu então resgatar as unidades de participação que lhe pertenciam, arrecadando dessa forma 51,955 milhões de euros. Recorde-se que o Campus da Justiça tem uma renda mensal de quase um milhão de euros.

Ao CM, o BdP explicou que "a decisão de votar contra a prorrogação do fundo insere-se num processo mais lato de reestruturação da carteira imobiliária do Fundo de Pensões do BdP", uma operação "com implicações no redimensionamento das exposições a investimento direto e indireto".

Segundo o regulador, o fundo Office Park Expo comprometeu-se a reembolsar o Banco de Portugal "através do pagamento em imóveis da titularidade do fundo", mas "até ao momento, o processo de reembolso ainda não se encontra concluído". O fundo só tem como ativos os imóveis arrendados ao Ministério da Justiça, o espaço onde está instalado o El Corte Inglés, os parques de estacionamento afetos aos dois organismos e um terreno onde está instalado um posto de transformação de energia.

No ano passado, o fundo rendeu às entidades que nele participam 5,3 milhões de euros. O número fica abaixo dos quase sete milhões que foram pagos à CGD, Segurança Social, Banco de Portugal e Gulbenkian no ano de 2011.

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