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Correio da Manhã

Economia
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Salários até 607 euros perdem os pontos para progredir na carreira

Quem tem subidas entre 28 e 55 euros fica impedido de subir de escalão na Função Pública.
Beatriz Ferreira 21 de Dezembro de 2018 às 01:50
Função Pública em manifestação
Sindicato afeto à CGTP aprovou uma moção na qual ameaça com uma paralisação geral caso não haja negociação
Sindicato afeto à CGTP marcou uma greve geral para o dia 26 de maio. FESAP pondera juntar-se à paralisação
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Os funcionários públicos que recebam atualmente até 607 euros por mês e que terão um aumento salarial de pelo menos 28 euros em 2019, por via da fixação do salário mais baixo no Estado em 635 euros, vão perder os pontos que já têm. Esses pontos são necessários para progredirem na carreira.

"Aos trabalhadores cuja remuneração base efetivamente auferida seja alterada" devido ao "acréscimo de pelo menos 28 euros são descontados os pontos e correspondentes menções qualitativas de avaliação do desempenho para efeitos de futura alteração de posicionamento remuneratório", lê-se no decreto-lei entregue pelo Governo aos sindicatos, a que o CM teve acesso.

Quer isto dizer que os funcionários públicos cujo salário vai subir em 2019, entre 28 e os 55 euros, com a subida do salário mínimo na Função Pública, ficam sem poder progredir em 2019. Já quem ganha 608 euros ou mais poderá somar aos aumentos salariais os pontos das progressões, podendo passar para a quinta posição remuneratória (683 euros). José Abraão, da FESAP, considera a proposta "inaceitável".

PORMENORES
"Manipulação"
O líder da FESAP acusou o Governo de "manipular" números. José Abraão diz que só 30 mil funcionários públicos terão aumentos, menos de metade do valor apontado Executivo.

Próxima reunião
Os sindicatos da Função Pública saíram da reunião de ontem na esperança de voltar a reunir com o Governo este ano para discutirem aumentos salariais.

STE faz contraproposta de subida pela inflação

O STE propôs ontem ao Governo uma subida salarial para todos os funcionários públicos ao nível da inflação (de 1,03%, os dados oficiais do INE). A proposta inicial da estrutura sindical era de subidas de 3% no próximo ano.





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