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Correio da Manhã

Economia
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Salgado e o contabilista confessaram esquema

Banco de Portugal começou a questionar Ricardo Salgado sobre a contabilidade da ESI ainda em 2013.
Diana Ramos 17 de Novembro de 2014 às 15:42
Ricardo Salgado, ex-presidente executivo do BES
Ricardo Salgado, ex-presidente executivo do BES FOTO: REUTERS/Jose Manuel Ribeiro

O governador do Banco de Portugal revelou esta segunda-feira que as declarações de Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, e do contabilista Francisco Machado da Cruz foram essenciais para desmontar o esquema criado em torno da Espírito Santo Internacional (ESI) e que resultou num buraco de 1300 milhões de euros nas contas da empresa.

"Em setembro e novembro de 2013 estávamos apenas perante uma omissão na contabilidade da ESI, que estava fora do perímetro de supervisão, cujas razões não estavam esclarecidas", afirmou Carlos Costa para explicar a Cecília Meireles, deputada do CDS-PP, o motivo pelo qual não afastou a administração do BES mais cedo.

"Houve entrevistas do contabilista e do Dr. Ricardo Salgado a dizer o porquê das coisas. Hoje sabemos que foi ocultação da informação", avançou o governador na comissão de inquérito. E acrescentou: "se soubéssemos em novembro de 2013 o que viemos a saber em maio de 2014, se tivéssemos as confissões que resultaram da entrevista de maio de 2014, as consequências teriam sido completamente diferentes".

O Banco de Portugal começou a questionar Ricardo Salgado e o BES sobre a contabilidade da ESI ainda em 2013, mas só os resultados da auditoria da KPMG puseram a nu o buraco da empresa, já em meados de 2014.
 

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