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Correio da Manhã

Economia
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Santa Casa da Misericórdia de Lisboa garante que "não entra em aventuras"

Instituição adianta que analisa com cuidado eventuais investimentos.
Lusa 5 de Abril de 2017 às 21:00
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

A Misericórdia de Lisboa disse esta quarta-feira que o facto de estudar as propostas do Governo não significa que as concretize e garantiu que não assumirá "riscos indevidos", no dia em que foi noticiada a possível entrada no banco Montepio.

"Sempre consciente da sua missão e valores, a SCML [Santa Casa da Misericórdia de Lisboa] não entra em aventuras e analisa escrupulosamente todos os eventuais projetos ou investimentos de potencial interesse, nomeadamente propostas apresentadas pela Tutela ou pelo Governo", disse hoje a instituição, no comunicado em que divulgou as contas referentes ao ano passado.

A instituição afirmou ainda que o facto de "estudar e ponderar parcerias não implica necessariamente a sua concretização", e garante que a "Misericórdia de Lisboa nunca assume riscos indevidos, porque não é essa a sua vocação nem é essa a sua natureza" e que o que tem sempre em atenção é a "defesa dos interesses da Instituição e daqueles que dela beneficiam diariamente".

O ministro do Trabalho e Segurança Social, que tem a tutela da SCML, disse hoje que o Governo vê "com bons olhos" a "cooperação entre instituições da área social", referindo-se a uma eventual entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa como acionista da Caixa Económica Montepio Geral, noticiada pelo DN.

"O Governo e eu próprio vemos de forma positiva uma cooperação reforçada entre instituições que têm uma missão social relevante", afirmou Vieira da Silva em Lisboa, à margem do evento que marcou o 40.º aniversário do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

O governante foi questionado pelos jornalistas sobre os problemas que essa eventual operação poderá levantar, tendo considerado que em causa não está uma "instituição financeira qualquer", mas com origem no setor da economia social.

Vieira da Silva disse ainda que tem o "maior prazer" em responder às questões sobre este tema no Parlamento, tal como pediu o CDS-PP.

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