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Correio da Manhã

Economia
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Santos Ferreira fala em meios substanciais para financiar a economia

O presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, estimou esta segunda-feira em 50 mil milhões de euros a exposição da banca ao Estado e defendeu que se este pagasse as suas dívidas libertaria meios substanciais para financiar a economia.
25 de Julho de 2011 às 12:19
Santos Ferreira afirma que se o Estado pagasse as suas dívidas libertaria meios substanciais para financiar a economia
Santos Ferreira afirma que se o Estado pagasse as suas dívidas libertaria meios substanciais para financiar a economia FOTO: Vasco Neves

"Acho que era efectivamente a melhor maneira de resolver a crise em vez de andarem com essas estórias. O peso da exposição do Estado à banca é na ordem dos 50 mil milhões”, afirmou Santos Ferreira.

"Se o Estado pagasse às empresas públicas, às autarquias e às regiões aquilo que lhes deve, e se, por sua vez, essas empresas públicas, essas autarquias e essas regiões, pagassem o que devem, ficaria liberta uma quantidade muito grande de meios que permitiriam financiar a economia", disse o banqueiro.  

Santos Ferreira, que falava à margem de uma conferência promovida pelo ‘Diário Económico’, a decorrer em Lisboa, disse ainda, sobre a possibilidade do BCP vender os seus activos na Polónia, não haver "nada de concreto", que o banco esteve a "estudar todas as opções possíveis" e que as irá dar a conhecer quando anunciar as opções estratégicas.  

Questionado sobre a hipótese do aumento de liquidez dos bancos chegar através do pagamento dos compromissos do Estado, o presidente do BES, Ricardo Salgado, disse apenas que tal "ajudava muito, certamente", também em declarações à margem da conferência.  

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