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Correio da Manhã

Economia
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Santos Ferreira rejeita "desvios significativos"

A avaliação que as equipas da troika começaram, esta semana, a fazer às contas dos maiores bancos portugueses não deverá culminar com “desvios significativos” em relação à análise das instituições, disse hoje o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira.
6 de Setembro de 2011 às 13:43
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troika, banca, BCP, Sanos Ferreira, ajuda externa FOTO: Jornal de Negócios

"As provisões, as imparidades e as contas dos bancos são fiscalizadas pelos auditores externos de cada banco, pelas equipas de supervisão do Banco de Portugal e pelo próprio Banco de Portugal. Não penso que seja muito fácil que haja grandes desvios entre o que existe e o que deveria haver", afirmou Santos Ferreira à Lusa.  

O banqueiro reforçou que "pode haver opiniões diferentes", mas disse não acreditar "que com tanta supervisão possa haver desvios significativos". 

Ainda assim, Santos Ferreira frisou que não vale a pena estar a antecipar os resultados da avaliação das equipas da troika à banca portuguesa porque "as coisas estão a correr".  

"Eu sei que estas são matérias excitantes, que podem dar notícias, mas eu deixaria acabar este trabalho que, aliás, vai demorar uns meses", declarou.  

A troika vai inspeccionar os activos dos oito maiores bancos portugueses para avaliar os riscos associados aos empréstimos, uma missão que deve estar concluída a 15 de Novembro.  

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