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Correio da Manhã

Economia

Segurança privada quer mais mulheres

Em 400 formandos, no ano passado, a Raven só contou com dez mulheres. Uma gota num oceano de solicitações.
3 de Maio de 2013 às 15:00

Todos os dias chegam à Raven, uma empresa de formação de segurança privada, em Braga, ofertas de emprego para mulheres.

"Chegam-nos pedidos de Portugal, mas também de vários países da Europa e, sobretudo, de países árabes", disse ao CM Rui Rodrigues, o administrador desta academia bracarense.

Para este responsável, "o problema está no facto de serem muito poucas as mulheres que se aventuram neste mundo que a sociedade se habituou a entender como sendo só para homens, o que não faz sentido".

Elsa Costa é uma das poucas exceções e assegura que, uma vez feito o curso, as oportunidades de emprego são muitas e bastante aliciantes. "Procuram-nos sobretudo para segurança de mulheres e de crianças. Há muitas famílias que preferem uma mulher a fazer a segurança dos filhos", afirma Elsa Costa. Para se enveredar por uma carreira na segurança privada, é preciso "ter a escolaridade obrigatória, estatura média, alguma agilidade física e saber falar inglês", explica Rui Rodrigues. Além disso, convém também alguma cultura geral, uma vez que as ofertas de emprego chegam de países tão díspares como a França, a Islândia, Macau ou os Emirados Árabes Unidos.

A Academia Raven, em Braga, é especializada na formação de agentes de proteção pessoal e tem nos seus quadros seis formadores permanentes. A acrescentar vários protocolos com diversas escolas estrangeiras.

Atividade formadora

A Raven formou, no ano passado, 410 agentes de proteção pessoal (bodyguard). O objetivo é manter o número nos próximos anos.

Cooperação internacional

A Islândia foi a porta de internacionalização para a Raven. Hoje tem pontes com países como a França, a Rússia ou Macau.

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