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Correio da Manhã

Economia
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Seguros investigam acidente de Braga

O Fundo de Garantia Automóvel (FGA), do Instituto de Seguros de Portugal, está a investigar o acidente que já provocou a morte a quatro jogadores do Inter da Boavista. Familiares das vítimas já estão mesmo a ser abordados num processo de averiguações que poderá conduzir ao pagamento de indemnizações, adiantou ontem o presidente do FGA, Carlos Tavares.
23 de Março de 2006 às 00:00
Número de processos abertos desce pela primeira vez
Número de processos abertos desce pela primeira vez FOTO: Sérgio Freitas
O acidente ocorreu a 12 de Março, na variante de Vila Verde, quando os jovens se dirigiam para um desafio em Rendufe, Amares, num veículo que, alegadamente, não teria seguro automóvel. Para além das mortes, há ainda a registar ferimentos noutros quatro jovens que poderão sofrer sequelas do acidente.
Em média, o FGA demora 45 dias para decidir se o sinistro se enquadra no âmbito das suas competências, pelo que deverá ser esse o tempo para chegar a uma conclusão.
No ano passado morreram 50 pessoas em acidentes com veículos sem seguros e 19 com veículos desconhecidos, os dois casos que permitem accionar as indemnizações através do FGA.
Em 2005, e pela primeira vez na história do instituto, o número de processos abertos diminuiu, baixando dos 7635, de 2004, para 7069, em 2005, revelou ontem o presidente do FGA.
Ou seja, genericamente, diminuiu quer o número de acidentes com veículos desconhecidos quer sem seguro, embora estes últimos representem 93 por cento do total registado.
Seca e consciência
Uma maior consciência dos condutores e uma baixa pluviosidade (a chuva provoca muitos acidentes) terão sido os factores responsáveis pela descida do número de processos abertos, de acordo com o presidente do FGA.
Mas nem por isso o valor das indemnizações baixou: foram pagos 26 872 651 euros, por danos materiais, corporais e por morte.
Em contrapartida, registou-se um aumento no volume de reembolsos cobrados, que atingiu, em 2005, os 2,3 milhões de euros, contra os 1,5 milhões em 2004.
Cerca de 43 por cento deste valor foi recuperado directamente pelo FGA junto dos indivíduos responsabilizados pela falta de seguro e 42 por cento por empresas recuperadoras de crédito, de acordo com Carlos Tavares.
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