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Correio da Manhã

Economia

Sem cultura de concorrência

Portugal tem de aprofundar a cultura de concorrência. Quem o diz é o presidente da Autoridade da Concorrência (ADC), Abel Mateus, para quem a separação entre as redes da Portugal Telecom (PT) e da PTMultimédia (PTM) não chega para garantir a variedade de escolha dos consumidores.
5 de Março de 2007 às 00:00
Abel Mateus
Abel Mateus FOTO: Marta Vitorino
Para Abel Mateus – que falava em entrevista à Rádio Renascença – além de separar as redes, é necessário resolver a separação dos conteúdos das plataformas e de abrir o mercado da rede móvel aos operadores virtuais.
Sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Sonaecom sobre a PT, Abel Mateus referiu que “a blindagem de estatutos é um procedimento absolutamente anormal numa economia de mercado”, adiantando que isto “é contra a concorrência sã”.
O presidente da Autoridade da Concorrência adiantou que a entidade está a analisar queixas contra a Portugal Telecom por abuso de posição dominante.
Em matéria de concorrência, o dirigente da entidade reguladora sublinhou que Portugal ainda tem muito que aprender e deu o exemplo dos Estados Unidos, onde nas escolas se ensinam as crianças a escolher entre os diferentes produtos.
Abel Mateus aproveitou, também, para criticar a intervenção do Governo na limitação do aumento das tarifas da electricidade, considerando que o mercado é o melhor regulador.
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