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Correio da Manhã

Economia
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SEMANA EM NEGÓCIOS

Semana passada em revista à luz dos acontecimentos económicos que mais marcaram cada dia:
5 de Setembro de 2004 às 00:00
2ª FEIRA
DÍVIDAS DO SHEIK
A empresa do sheik Mohamed Bin Isser Al Jaber em Portugal, que tem empreendimentos turísticos na Quinta do Lago, atravessa dificuldades financeiras. Incumprimentos nos pagamentos pelos trabalhos de construção do Hotel Meridien Royal Algarve levaram mesmo à suspensão das obras.
EL CORTE INGLÉS
Os lucros do El Corte Inglés em Portugal subiram o ano passado 119 por cento, para 2,65 milhões de euros, face aos 1,21 milhões obtidos em 2002.
3ª FEIRA
REEMBOLSO DO IRS
O ministro das Finanças, Bagão Félix, cumpriu o prazo e reembolso até 31 de Agosto os 1,8 milhões de contribuintes trabalhadores dependentes, tendo devolvido 1,27 mil milhões de euros. A segunda fase dos reembolsos já foi iniciada.
TELE 2 CONCORRE
A Tele 2 anuncia a redução das suas tarifas telefónicas no horário económico, que passam a custar um cêntimo por minuto, ou seja, menos 72 por cento que o valor praticado pela PT.
4ª FEIRA
STE EXIGE 4,2%
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) propôs ao Governo aumentos de 4,2 por cento para os salários e pensões em 2005. A perda de poder de compra dos trabalhadores nos últimos sete anos foi de 7,9 por cento, diz o STE.
TRANSPORTES CAROS
O Governo prometeu aos transportadores a revisão trimestral do custo do tarifário, devido ao aumento do preço do gasóleo, combustível que já subiu 20 por cento desde Janeiro.
5ª FEIRA
SEM CARREIRAS
As empresas de transporte de pesados de passageiros ameaçam suspender ou reduzir algumas carreiras se o Governo não conceder apoios que sustentem o agravamento do preço do gasóleo. A medida foi anunciada pela associação ANTROP.
UTG QUER 4,5%
A UGT exige para 2005 aumentos salariais de 4,5 por cento e uma actualização do salário mínimo nacional de 5,3 por cento, fixando-se este nos 385 euros (mais 19,4 euros que o actual).
6ª FEIRA
BRITO NA PONTE
O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações nomeou Ernesto Martins de Brito, que estava na presidência da CP, para conduzir o processo de avaliação da nova ponte sobre o Tejo.
CRÉDITO HABITAÇÃO
A percentagem de portugueses com crédito à habitação aumentou três por cento nos últimos três anos, para 27 por cento em 2004, segundo a Marktest. Significa que dois milhões de pessoas no continente pagam a casa aos bancos.
ROSTO
ANTÓNIO MEXIA
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações foi obrigado a rever o sistema de tarifas dos transportes públicos. No futuro, as tarifas ficam indexadas à variação do preço do gasóleo e poderão mudar trimestralmente, nunca podendo o aumento neste período ser superior a 3%.
A medida entra em vigor já no próximo mês, o que significa que os consumidores podem esperar um acréscimo das tarifas à taxa máxima permitida. Recorde-se que este ano o gasóleo já aumentou 20% e o combustível representa cerca de um quarto dos custos das empresas de transportes.
NÚMERO
2,94 PREVISÃO DO DÉFICE
O reporte do défice enviado por Portugal a Bruxelas prevê para este ano um défice de 2,94%. Para se concretizar esta previsão é necessário um aumento da receita fiscal e medidas extraordinárias para a captação de receitas.
Neste reporte há uma previsão de melhoria do saldo da administração central, mas em contrapartida nota-se um agravamento nos saldos da administração local e da Segurança Social.
FACTO
PEC MAIS FLEXÍVEL
Por força do incumprimento dos critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) por parte da Alemanha e França, a Comissão Europeia aprovou um plano para a reforma daquele tratado que é o pilar fundamental da moeda única europeia. Na letra, são mantidos os limites do défice e do endividamento mas, na prática, os países em recessão poderão apresentar défices superiores à ‘mítica’ marca dos 3% do PIB.
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