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Correio da Manhã

Economia
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Sindicato dos Portos disponível para negociar

A Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários (Fesmarpor) está disponível para encontrar uma solução que evite a greve dos trabalhadores portuários convocada para a próxima semana, apesar de criticar as três tentativas falhadas de diálogo com o executivo.
5 de Janeiro de 2012 às 10:45
Portos podem parar esta segunda-feira
Portos podem parar esta segunda-feira FOTO: d.r.

"Pela nossa parte estamos disponíveis para nos sentarmos à mesa e encontrar, pela via do diálogo, uma solução que passe pela suspensão ou pela retirada do processo de insolvência e que passe por uma solução que viabilize a ETP [Empresa de Trabalho Portuário] do Porto de Aveiro", afirmou à Lusa o vice-presidente da Fesmarpor, Vítor Dias.

Considerando que a solução para este impasse não depende apenas dos sindicatos, Vítor Dias revelou que a Fesmarpor se desdobrou em contactos com o Governo, com a administração do porto de Aveiro e com Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM).

"Fizemos três pedidos urgentes de reunião ao secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, e não obtivemos qualquer resposta", assinalou o vice-presidente da Fesmarpor, sublinhando que as solicitações foram feitas a 9 e 21 de Dezembro e a 2 de Janeiro.

A Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários (Fesmarpor) emitiu a 22 de Dezembro um pré-aviso de greve dos trabalhadores dos portos de Viana do Castelo, Aveiro Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines e Caniçal (Madeira) contra "a prepotência e o oportunismo das empresas de estiva e das associações de operadores que, aproveitando a crise vigente procuram anular e eliminar todos os acordos e protocolos anteriormente celebrados com os sindicatos".

Segundo a Fesmarpor, o pedido judicial de insolvência da Empresa de Trabalho Portuário (ETP) do Porto de Aveiro, apresentado pela Aveiropor e Socarpor, põe em causa os postos de trabalho de 62 trabalhadores, 60% do efetivo da empresa.

No entanto, Vítor Dias diz que "o intuito que está por trás desta iniciativa das associações e das empresas de estiva é, obviamente, a desregulação e a precarização de todo o trabalho portuário no porto de Aveiro".

"Após o pedido de insolvência foram contactar trabalhadores temporários para assegurarem o serviço", justificou.

O vice-presidente da Fesmarpor diz estar consciente de que "qualquer greve afecta a economia e as empresas", mas considera que "deverá haver da parte de todos um esforço que permita de alguma maneira sentar as pessoas e criar compromissos no sentido de a evitar".

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