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Correio da Manhã

Economia
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Sindicatos da Função Pública contra prémios de presença

Grande prioridade está no aumento dos salários, que não acontece há uma década.
Wilson Ledo 2 de Novembro de 2019 às 10:00
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Grande prioridade está no aumento dos salários, que não acontece há uma década.
Os sindicatos da Função Pública estão contra a intenção do Governo de premiar os trabalhadores do Estado com menor número de faltas. Ao CM, a Frente Comum e a Fesap defendem que essa não é uma prioridade e que o foco deveria estar na subida dos salários.

"Há outras prioridades. Não vem alterar coisa nenhuma. O combate ao absentismo não se faz assim", lamenta Ana Avoila, da Frente Comum, referindo que é necessário clarificar que situações se englobam na noção de absentismo, uma vez que poderão existir trabalhadores a sair prejudicados por uma situação de doença. Já José Abraão, da Fesap, diz que há outros aspetos "mais importantes que falta repor", como os 25 dias de férias.

Os dois sindicalistas avisam que é preciso olhar a "montante" para perceber o que causa as faltas dos funcionários públicos, alertando para as horas de trabalho já acumuladas ou para os baixos rendimentos. A verdadeira mudança aconteceria, dizem, com subida dos salários, algo que já não se verifica há uma década.

Ao ‘Público’, a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, reconheceu ainda que o pacote negociado para os próximos anos deveria incluir, além de aumentos nos salários, outros critérios como a pré-reforma ou a formação.

Em resposta, os sindicatos avisam que são matérias diferentes e que a subida dos ordenados jamais poderá ficar dependente de outros benefícios.

"Aceitar contrapartidas para um salário baixo é capaz de ser a estratégia errada", posiciona José Abraão, lembrando a falta de trabalhadores no Estado. Já Ana Avoila diz que colocar o valor dos ordenados a depender de outras condições seria "uma baralhada".

O programa de Governo prevê apenas um aumento de 3% da massa salarial da Função Pública até 2021.

SAIBA MAIS
90 euros
Frente Comum definiu como meta, logo no primeiro dia do novo Governo de António Costa, um aumento mínimo de 90 euros para os trabalhadores da Função Pública já a partir de 1 de janeiro de 2020.

Primeiro encontro
Alexandra Leitão vai receber os diferentes sindicatos da Função Pública na próxima quinta-feira, para apresentar a equipa do novo ministério. Se a Frente Comum espera apresentar exigências ainda antes deste encontro, a Fesap vai fazê-lo apenas na semana seguinte.
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