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Correio da Manhã

Economia
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Sindicatos e pequenos accionistas da PT ao lado do Governo

A Caixa Geral de Depósitos e a Parpublica vão contar com o apoio dos pequenos accionistas da Portugal Telecom e dos sindicatos da empresa na sua intenção de reduzir os salários dos gestores e de cancelar a distribuição de prémios à administração em 2010 e 2011. No entanto, esta proposta não está na ordem de trabalhos e só poderá ser analisada se a CGD ou a Parpublica a apresentarem e caso o presidente da mesa da Assembleia Geral, Menezes Cordeiro, assim o entender.
16 de Abril de 2010 às 15:56
Zeinal Bava
Zeinal Bava FOTO: Inácio Rosa/Lusa

À porta do edificio da PT, onde decorre a Assembleia Geral, decorre uma manifestação de vários sindicatos da empresa, que contestam a política remuneratória da PT. Paulo Gonçalves, delegado sindical, dá voz ao descontentamento dos trabalhadores, que este ano vão contar com aumento zero. “No processo de negociação do acordo colectivo de trabalho, propusemos o acordo para todas as empresas do grupo, mas a administração decidiu aplicar apenas à TMN, PT Comunicações e PT Prime”.

Assim, os funcionários contam com aumento zero numa altura em que “são distribuídos prémios chorudos à Zeinal Bava e à administração”. O CEO da PT irá receber perto de 2,5 milhões d eeuros, enquanto que Rui Pedro Soares recebeu cerca de 1,5 milhões. “É imoral”, diz.

Os trabalhadores, que pedem um aumento de 3%, dizem ainda que nos últimos anos abdicaram de vários direitos na área da saúde que permitem uma poupança de 10 milhões de euros anuais à empresa.

or estas razões, o dirigente revelou que os sindicatos presentes na AG vão votar alinhados com a CGD e a Parpublica, caso a proposta de redução de salários seja analisada.

“Se há 700 milhões de euros de lucro tem de haver aumentos.”

Ao CM vários pequenos accionistas presentes na AG mostraram-se satisfeitos com a equipa de gestão de Zeinal Bava, mas aceitam que deve haver uma redução nas remunerações. António Araaujo revelou que a proposta da CGD “tem de ser analisada”, considerando “que deve haver moderação nos vencimentos e na remunerações acessórias”.

O accionista lançou ainda duras críticas ao vencimento de Rui Pedro Soares, que apesar de ter funções suspensas continua na PT e que recebeu cerca de 1,5 milhões em 2009. “Pessoas dessas só servem para denegrir a empresa e não fazem falta. Como se admite garotos desses?”, questiona.

Outro pequeno accionista, que preferiu não ser identificado, diz que também está ao lado da CGD e da Parpublica, e considera os vencimentos dos “gestores públicos e privados exagerados”.

Este accionistra, que conta com cerca de 2000 votos, disse também que pretende confrontar Zeinal Bava com esta questão, acrescentando que “os pequenos accionistas estão alinhados com a CGD e a parpublica.

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