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Correio da Manhã

Economia
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Sindicatos pedem mais emprego

Todos os anos as duas centrais sindicais portuguesas comemoram o Dia do Trabalhador em separado e de forma diferente. Este ano não é excepção. A CGTP celebra o 1.º de Maio com manifestações em todos os distritos do País, a UGT com ‘stands’ sindicais e actuações musiciais junto à Torre de Belém, em Lisboa, e intervenções dos líderes sindicais.
1 de Maio de 2005 às 00:00
Carvalho da Silva e João Proença festejam em separado, mas pedem o mesmo
Carvalho da Silva e João Proença festejam em separado, mas pedem o mesmo FOTO: Pedro Catarino
“Impõe-se que, no 1.º de Maio, os trabalhadores dêem uma resposta firme às pretensões do poder económico e financeiro de destruição dos direitos dos trabalhadores”, defende a CGTP, que tem como lema das manifestações “pelo emprego, pelos direitos de quem trabalha e pela justiça social”.
As reivindicações prioritárias da intersindical liderada por Manuel Carvalho da Silva no Dia do Trabalhador são, em primeiro lugar, a revogação “das normas gravosas” do Código do Trabalho e, em segundo, a revisão do novo regime de apoio judiciário e do Código das Custas Judiciais.
A CGTP reivindica, ainda, o aumento real dos salários, a alteração da Lei de Bases da Segurança Social, o combate ao desemprego e ao trabalho ilegal e o fim das privatizações.
O programa do Governo “tem medidas positivas” mas “fica aquém das expectativas dos trabalhadores”, considera a CGTP.
Enquanto decorrem as manifestações da CGTP, a UGT dá uma festa junto à Torre de Belém, com uma intervenção de João Proença por volta das 16h00, na qual o líder desta central sindical deverá exigir “mais e melhor emprego com uma Europa social e sindicatos fortes”.
João Proença vai também reivindicar mudanças no Código do Trabalho, que garantam o direito à negociação colectiva.
O facto de o Governo estar em funções há pouco tempo leva a que a UGT não exija o cumprimento de promessas passadas, mas que aposte em reivindicações viradas para o futuro. “São necessárias políticas orientadas para o crescimento e o emprego, o que exige uma aposta na formação e na educação, e o combate às violações da lei e da fuga e fraude fiscais”, defende a UGT.
MÚSICA ACOMPANHA REIVINDICAÇÃO
A CGTP, cujo ponto alto das comemorações será o tradicional desfile em Lisboa, assinala o Dia do Trabalhador com manifestações, concentrações, convívios e iniciativas culturais, desportivas e lúdicas em cerca de 50 localidades do País.
Em Lisboa, além da manifestação, que deverá contar com a participação de milhares de trabalhadores, que termina com um espectáculo de música popular portuguesa, realiza-se, durante a manhã, a tradicional corrida do 1.º de Maio (15 quilómetros).
Por seu lado, a central sindical liderada por João Proença vai assentar arraiais junto à Torre de Belém, em Lisboa, onde, durante a tarde, vão actuar Paco Bandeira e Quim Barreiros, num espectáculo apresentado por Carlos Ribeiro.
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