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Correio da Manhã

Economia
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Sines: Feriado municipal ‘fura’ greve

Os funcionários públicos de Sines não foram trabalhar esta quarta-feira, mas também não aderiram à greve geral, uma vez que gozam o feriado municipal no concelho, onde o protesto se sente noutros sectores e levou ao encerramento dos quatro terminais portuários.
24 de Novembro de 2010 às 16:31
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greve, sines, feriado municipal FOTO: Tiago Sousa Dias

No concelho, onde se celebra hoje os 648 anos da elevação de Sines a vila, as portas da Câmara Municipal chegaram a abrir durante a manhã, mas para uma sessão solene da Assembleia Municipal, que assinalou a data com intervenções das várias forças partidárias, que, à excepção dos eleitos socialistas, evocaram a greve geral.

PORTO DE SINES COM "PARALISAÇÃO COMPLETA"

Embora os serviços autárquicos, de finanças e de segurança social do concelho estivessem encerrados devido ao Feriado Municipal, a greve geral está a provocar perturbações noutros sectores. É o caso do Porto de Sines, onde, segundo disse à Agência Lusa o coordenador da União de Sindicatos local, Egídio Fernandes, afecta à CGTP, há "há paralisação completa", com os "quatro terminais encerrados, na prática", apesar de "nem todos os trabalhadores estarem em greve".    

Sem adiantar dados concretos relativamente ao número de trabalhadores que aderiam ao protesto, o sindicalista explicou que não estão ao serviço "os funcionários necessários ao funcionamento em segurança do Porto de Sines". 

A situação já levou, inclusivamente, à "retirada de dois navios de combustíveis  líquidos perigosos para o largo, de forma a garantir a segurança".  

Houve ainda  perturbações no funcionamento de algumas empresas, como na central termoelétrica da EDP, onde a greve "inviabilizou o arranque de uma máquina, que representa  um quarto da produção de energia da unidade".  

Nas instalações da Galp Energia, onde laboram geralmente 3557 trabalhadores,  entre funcionários da Petrogal, de prestadoras de serviços e de outras empresas  envolvidas nas obras de expansão, 1414 não estão hoje em serviço, segundo  o dirigente sindical Hélder Guerreiro, que calcula uma adesão de "60 por  cento".

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