Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
9

Sócrates e Passos Coelho unem estratégia contra especulação

O encontro de urgência entre o primeiro-ministro e o líder da oposição terminou esta quarta-feira pelas 13h20, altura em que os dois vieram prestar uma declaração de união em nome da confiança.
28 de Abril de 2010 às 13:29
Líder do PSD foi recebido em São Bento pelo primeiro-ministro
Líder do PSD foi recebido em São Bento pelo primeiro-ministro FOTO: Tiago Petinga/Lusa

"Decidimos trabalhar em conjunto para reforçar a confiança na economia portuguesa", precisou José Sócrates em São Bento, depois de sublinhar que é esta a forma indicada de resposta ao "ataque especulativo sem fundamento quer ao euro quer à dívida soberana portuguesa".

Mais: Sócrates sublinhou que Portugal fará "tudo o que puder ser feito para atingir os objectivos" e prometeu, tal como Pedro Passos Coelho, de "acompanhar com regularidade e proximidade esta situação financeira.

MEDIDAS DO PEC ANTECIPADAS

Para acalmar os agentes internacional, o primeiro-ministro informou ainda esta quarta-feira que várias medidas previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) só para 2011 serão antecipadas já para este ano. Sobre este tópico, Sócrates falou da tributação de mais-valias da Bolsa, dos 45% de rendimento do novo escalão para a colecta do IRS, das alterações ao subsídio de desemprego e das auditorias e fiscalizações às prestações sociais.

"Em suma, este Governo está absolutamente determinado para fazer tudo o que deve fazer para responder à situação internacional. Tudo o que for necessário e o que resultar da situação. O mais importante é que os objectivos do PEC sejam cumpridos, mas estamos dispostos a fazer tudo o que for necessário", realçou aos jornalistas, numa declaração sem direito a perguntas.

O Governo deu ainda conta de que está disponível para ouvir as propostas do PSD e dos outros partidos nesta matéria.

"Este é um País que cumpre os seus compromissos", disse José Sócrates.

PSD PROMETE "RESPOSTA PRONTA"

Já Pedro Passos Coelho subscreveu a "intenção de colocar os interesses do País acima de tudo" e transmitiu ao Executivo "a disponibilidade do PSD para dar uma resposta pronta, de confiança e de tranquilidade".

"Não queremos deixar nenhuma dúvida na nossa disponibilidade", sustentou o líder da Oposição, que garantiu que vai acompanhar "de muito perto toda esta situação" nas próximas semanas e combater a "desconfiança".

Sobre a reunião com Sócrates, Passos Coelho evidenciou que a principal mensagem foi simples: "Que as nossas diferenças políticas não impossibilitem que Portugal tenha um quadro de estabilidade. Não se conte com falta de condições em Portugal para que estes objectivos sejam atingidos."

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)