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Correio da Manhã

Economia
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Subida de juros está imparável

A bolsa acalmou, mas ao preço do dinheiro não pára de subir. A taxa de juro que serve de indexante à maioria dos empréstimos à habitação em Portugal voltou ontem a subir, atingindo o máximo de mais de seis anos. A Euribor a 6 meses aumentou para os 4,667 por cento, o valor mais elevado desde Maio de 2001.
21 de Agosto de 2007 às 00:00
Subida de juros está imparável
Subida de juros está imparável FOTO: D.R.
Na última semana, a Euribor tem subido todos os dias, colocando uma pressão acrescida nos orçamentos familiares. Os contratos de crédito à habitação indexados à Euribor a seis meses vão sofrer aumentos significativos na data da renovação. Tal como o CM já noticiou, para um crédito à habitação de 100 mil euros a 30 anos (com um spread de 0,5 por cento) a subida da prestação até ao final do ano pode ser superior a 103 euros.
Para além das famílias, também o sector da construção civil começa a ser afectado pelo aumento das taxas de juro. Ontem mesmo, a Associação dos Industriais da Construção Civil e Ibras Públicas (AICCOPN) veio lançar um alerta sobre a cruse no mercado da habitação.
Segundo Reis Campos, presidente da AICCOPN, os dados confirmam a redução de actividade do segmento de construção de edifícios residenciais. Aquele responsável refere que o mercado terá caído sete por cento no segundo trimestre do ano.
Os dados do crédito à habitação para o primeiro trimestre de 2007 divulgados pela Direcção Geral do Tesouro confirmam esta tendência de descida com as variações homólogas do número e valor dos empréstimos contratados a registarem quedas de 12 e 10 por cento respectivamente.
Para a AICCOPN a saída da crise passa pela venda de casas a estrangeiros (segunda habitação), já que as famílias portuguesas, pelo seu grau de endividamento, não têm liquidez disponível para investir.
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