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Correio da Manhã

Economia

SUBIDA TÉCNICA BOLSISTA NÃO É MOTIVO DE EUFORIA

Os mercados estão positivos desde o mês passado. Afinal, este “é o último trimestre do ano, durante o qual costuma haver alguma recuperação das cotações” – afirmou ao nosso jornal Fernando Castro Sola, especialista do mercado de capitais da Espírito Santo Dealer.
27 de Novembro de 2002 às 00:00
Mas “os movimentos fortes, voláteis, são baseados em aspectos técnicos”, pois houve quedas muito acentuadas nos meses anteriores; principalmente, em Setembro. E movimentos por razões técnicas significam que não são à custa de maiores lucros empresariais por crescimento das vendas. Para isto acontecer, é necessário que o consumo aumente, do que ainda não há sinais. Aliás, Fernando Castro Sola lembrou que, “em termos macroeconómicos, ainda não existem dados que nos permitam concluir que estamos num momento de inversão das economias.” O perito da corretora do Banco Espírito Santo acrescentou que “os sectores mais penalizados até Setembro são os que mais fortemente estão a recuperar. Após quedas violentíssimas, tende-se ao equilíbrio a níveis mais altos.” Um desses sectores é o das telecomunicações.

Outro, o das tecnologias de informação. No entanto, o Banco Barclays recomenda “alguma cautela” no investimento neste sector, porque as empresas de tecnologias de informação “são especialmente sensíveis ao ciclo económico.” E é preciso ter em conta a “situação ainda instável e de incerteza dos mercados e a volatilidade inerente a estes títulos.” No boletim sobre mercados financeiros, o Barclays analisa três empresas cotadas. Para as acções da PTM, que andam pelos oito euros, prevê um preço-alvo de 9,2 euros, e aconselha “acumular”. A previsão tem por base vários motivos, entre os quais “a redução da dívida excessiva e o facto de se antecipar a geração de ‘cash flow’ positivo em um ou dois anos.” Já para a alemã SAP, a recomendação é “reduzir”, esperando que 2003 seja “crítico” para a empresa, a qual apenas deve ter uma ligeira recuperação. Também “reduzir” é o conselho para os papéis da Cap Gemini Ernst & Young, até porque os “analistas mais pessimistas prevêem dificuldades de liquidez” para a empresa.

VANTAGENS ESPECIAIS AOS JOVENS

O Grupo Totta, que integra os Bancos Totta, Crédito Predial Português e Santander Portugal, acaba de lançar o produto Opção Jovem do Crédito à Habitação – Factor 22.

Trata-se de uma oferta de menos 0,22 por cento do “spread”, durante os primeiros cinco anos do empréstimo, para jovens até aos 30 anos. Quer isto dizer uma prestação de 20 euros por cada cinco mil euros de financiamento.

O novo produto de crédito à habitação para jovens estende o prazo de contratação até ao máximo de 50 anos e fixa a idade-limite do mutuário nos 75 anos.
O benefício da redução do “spread” é independente do período de vigência do empréstimo.

Esta campanha especial para jovens é válida apenas para os processos aprovados até ao dia 28 de Fevereiro de 2003, e as respectivas ofertas acrescem às do Factor 22, um produto lançado pelo Grupo Totta no mês passado.

Entre essas vantagens, e para além de múltiplos descontos e facilidades, em que o 22 é o número-chave, destaca-se a oferta de um seguro de desemprego e de incapacidade temporária durante os primeiros 22 por cento do prazo do crédito contratado.

Com o referido seguro, fica assegurado o pagamento das prestações do crédito à habitação até ao máximo de seis e 12 meses respectivamente.
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