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Correio da Manhã

Economia
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Submarinos: Alemães desistem de hotel

Consórcio alemão que vendeu submergíveis a Portugal desistiu da construção do Hotel Alfamar, que daria contrapartidas de 600 milhões de euros
5 de Outubro de 2013 às 01:00
O projeto do Hotel Alfamar tinha em vista cumprir as contrapartidas dos submergíveis
O projeto do Hotel Alfamar tinha em vista cumprir as contrapartidas dos submergíveis FOTO: Sérgio Lemos

O consórcio alemão que vendeu a Portugal dois submarinos desistiu da construção do Hotel Alfamar, no Algarve, projeto que deveria cumprir as contrapartidas da compra daqueles submergíveis que estão por concretizar há nove anos. O German Submarine Consortium (GSC) informou o Ministério da Economia das suas intenções no dia 1 de outubro, data em que deveria ser assinado o contrato para a construção do hotel, no âmbito do acordo assinado há um ano entre o então ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e a Ferrostaal, empresa alemã que integra o GSC e é responsável pela execução das contrapartidas dos submarinos.

A construção do Hotel Alfamar permitiria gerar contrapartidas para a economia portuguesa no valor global de 600 milhões de euros, fator que foi utilizado pelo ex-ministro Álvaro Santos Pereira para valorizar o acordo com o consórcio alemão. Com a não concretização desta unidade hoteleira, que foi classificada como Projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), o ministério liderado agora por António Pires de Lima vai analisar, "de forma detalhada, os fundamentos invocados pelo consórcio [alemão], tendo em vista discutir as razões da desistência deste projeto".

Para já, o Ministério da Economia garante que "o Governo pretende que este processo tenha um desfecho tão rápido quanto possível, salvaguardando-se em absoluto a defesa do interesse público". Nesse sentido, está agendada para a próxima semana uma reunião com os responsáveis da Ferrostaal.

O consórcio alemão tem agora quatro meses para apresentar alternativas à construção do hotel, de forma a cumprir as contrapartidas da venda dos submarinos.

Contactado pelo CM, Godinho de Matos, advogado da Ferrostaal no processo criminal relativo às contrapartidas, disse que não está autorizado a falar sobre essa matéria.

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