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Correio da Manhã

Economia
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Supervisor testemunha

Carlos Santos, antigo director do departamento de Supervisão do Banco de Portugal que foi substituído do cargo no final de 2009, é hoje ouvido no julgamento do recurso dos ex-administradores do BCP às multas aplicadas pela autoridade monetária.
14 de Junho de 2011 às 00:30
Jardim Gonçalves e ex-administradores recorreram das multas
Jardim Gonçalves e ex-administradores recorreram das multas FOTO: Lusa

O antigo supervisor foi arrolado pelo Ministério Público e pelo próprio Banco de Portugal, sendo a primeira testemunha de acusação a ser ouvida neste processo. Ao que o CM apurou, Carlos Santos não irá depor no papel de perito. Pelo contrário, o ex-director da supervisão é uma peça essencial para esclarecer o juiz e os advogados sobre como eram a relações da entidade de supervisão com a administração do banco então liderado por Jardim Gonçalves.

Existe troca de correspondência que ilustra a insistência do regulador em obter mais informações sobre as acções do BCP colocadas em offshores.

Ao que o CM apurou, a defesa dos ex-gestores vai querer que Carlos Santos explique o sentido dos pedidos do regulador e das correcções impostas nos relatórios de inspecção. Isto porque o ex-director da supervisão esteve presente na maior parte das reuniões que tiveram lugar no Banco de Portugal, participou na elaboração dos relatórios de inspecção e teve acesso aos rascunhos das cartas enviadas ao BCP.

CASO BCP TESTEMUNHA JARDIM GONÇALVES CARLOS SANTOS
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