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Correio da Manhã

Economia
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TAP: Ministra diz que venda "é única solução"

Em causa a viabilidade da empresa.
24 de Junho de 2015 às 10:47
"A venda da TAP é muito mais do que um novo sucesso no programa de privatizações", afirmou a ministra, aqui ao lado de Pires de Lima
'A venda da TAP é muito mais do que um novo sucesso no programa de privatizações', afirmou a ministra, aqui ao lado de Pires de Lima FOTO: José Sena Goulão/Lusa

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, frisou que a privatização da TAP "é a única solução" para assegurar a viabilidade da empresa, na cerimónia de assinatura do contrato de venda de 61% do grupo ao consórcio Gateway.


"Tendo em conta as persistentes dificuldades financeiras da empresa e as restrições legais da União Europeia à recapitalização de uma empresa pública, a privatização é a única solução para assegurar a viabilidade da TAP, da forma como a conhecemos hoje", disse Maria Luís Albuquerque.


A ministra das Finanças sublinhou que a viabilidade da empresa "é condição para garantir a continuidade do serviço público e preservar o valor estratégico" que a companhia representa para a economia nacional.


"A venda da TAP é muito mais do que um novo sucesso no programa de privatizações, marca um verdadeiro momento de viragem", destacou.


"Mérito da proposta vencedora"
Maria Luís Albuquerque explicou, a este propósito, que a privatização da TAP "não teve como objetivo central o cumprimento do plano original do programa de privatizações, nem mesmo a obtenção de um encaixe adicional para o Estado".


A governante destacou "o mérito" da proposta vencedora, sobretudo pela contribuição que representa para o reforço da capacidade económico-financeira da TAP.


"Esta parceria assegura que pelo menos durante 10 anos a TAP se manterá como companhia de bandeira, com sede e direção em Portugal, continuará a promover as fundamentais ligações à lusofonia e preservará as obrigações de serviço público", disse.


Razões que levam Maria Luís Albuquerque a dizer que Portugal continuará "a beneficiar da decisiva posição geoestratégica", mantendo-se como "plataforma privilegiada de ligação" entre a Europa e os restantes continentes, o que significa que a TAP continuará a contribuir "de forma determinante para a dinamização do turismo em Portugal, divulgação da cultura portuguesa e a intensificação das relações empresariais com o exterior".


"Papel decisivo"
Maria Luís Albuquerque garantiu também que a TAP manterá "um papel decisivo" na continuação do crescimento da economia do país e destacou que o consórcio vencedor assumiu todos os compromissos em vigor na empresa em matéria laboral, como a preservação de postos de trabalho e a potencial criação de emprego.


A ministra das Finanças destacou ainda que "a privatização é mais uma prova de que o empenho reformista do Governo se mantém com a mesma força e se traduz em resultados".


"A privatização da TAP é mais um passo num caminho que sabemos ser o certo", afirmou.


O contrato de venda da TAP com o agrupamento vencedor foi esta quarta-feira assinado no Ministério da Finanças, em Lisboa.

Maria Luís Albuquerque TAP
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