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Correio da Manhã

Economia
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Tarifa social para um milhão

Utentes têm de apresentar declaração de rendimentos para adquirir o título de transporte.
27 de Agosto de 2011 às 00:30
O preço dos transportes públicos aumentou em média 15% no dia 1 de Agosto. Agora, o Governo compensa com a criação da tarifa social
O preço dos transportes públicos aumentou em média 15% no dia 1 de Agosto. Agora, o Governo compensa com a criação da tarifa social FOTO: Pedro Catarino

Cerca de um milhão de portugueses estão em condições de comprar passes sociais com desconto, ou seja, o universo de utentes com rendimentos ligeiramente superiores a 500 euros, apurou o CM. Os preços deverão ser divulgados na segunda-feira, três dias antes da data prevista para a entrada em vigor da tarifa social, conforme anunciado pelo Governo.

O acesso aos títulos de transporte a preços reduzidos, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, será feito mediante a apresentação da declaração de rendimentos, estando a Carris, Metro de Lisboa e Metro do Porto, STCP, CP e Transtejo/Soflusa a prepararem-se para processar essa informação nas bilheteiras.

A criação do chamado ‘passe para pobres’ foi anunciada pelo Ministério da Economia em Julho, mas só na última quinta-feira começaram a ser dadas orientações às empresas que estão, desde então, a adequar os seus tarifários às novas exigências. Dada a redução dos postos de venda, com a entrada em funcionamento das máquinas automáticas de bilhetes e passes, espera-se forte afluência às bilheteiras.

Recorde-se que as tarifas dos transportes públicos aumentaram em média 15% a 1 de Agosto, depois de terem sido actualizadas no início do ano entre 3,5 e 4,5%. Em comunicado, o Ministério da Economia justificava o aumento com o facto de as empresas de transporte estarem em "situação difícil" (com dívida de 16,8 mil milhões de euros) e com as recomendações da troika, que previa reavaliação das tarifas de transportes até final de Julho.

EMPRÉSTIMO DE 661 MILHÕES

O Estado já tinha emprestado, até Junho, 661,5 milhões de euros às empresas de transportes públicos, de acordo com informação da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças.

A CP foi a quem mais recebeu, cerca de 250 milhões de euros, seguindo-se o Metro do Porto (175 milhões de euros), o Metropolitano de Lisboa (167 milhões de euros), Carris (53 milhões) e Transtejo (16,5 milhões).

SUBIDA LEVOU A PROTESTOS

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) convocou protestos aquando do anúncio dos aumentos dos preços dos bilhetes e passes, junto aos principais terminais de transportes.

A estrutura acusou o Governo de "estar a colocar os utilizadores dos transportes públicos a pão e água".

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