Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
7

Taxa de desemprego vai subir para 13,4% em 2012

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse esta segunda-feira que a taxa de desemprego em 2012 vai chegar aos 13,4 por cento.
17 de Outubro de 2011 às 18:22
“Este Orçamento do Estado 2012 é mais desfavorável do que aquele que foi analisado pela troika”, recordou Vítor Gaspar
“Este Orçamento do Estado 2012 é mais desfavorável do que aquele que foi analisado pela troika”, recordou Vítor Gaspar FOTO: Bruno Simão/Jornal de Negócios

Na conferência de imprensa de apresentação do Orçamento do Estado de 2012, que decorreu na sede do seu ministério, Gaspar sublinhou que o PIB cairá 2,8%.

No entanto, em 2012 o cenário será bem mais negro que o esperado há mês e meio. O Governo conta uma retracção do investimento em 9,5 por cento. O consumo privado deve cair 4,8 por cento em 2012, caindo 3,5 por cento este ano, o consumo público espera-se que caia 6,2 por cento, depois de cair 5,2 por cento este ano, e mesmo as exportações, que deveriam ser o motor da economia (segundo o Governo), o crescimento é mais moderado que em 2011: 4,8 por cento no próximo ano e um crescimento de 6,7 por cento este ano.

“Portugal está num momento de viragem”, começou por dizer o responsável pela pasta das Finanças.

O porta-voz do Executivo disse que “Portugal está no centro desta crise” e “confrontado com metas exigentes mas cujas metas não se pode furtar”.

“Este Orçamento do Estado 2012 é mais desfavorável do que aquele que foi analisado pela troika”, recordou.

Vítor Gaspar lembrou que houve um desvio orçamental no primeiro semestre, na ordem de 3,4 mil milhões de euros.

“Sem as medidas adicionais já decididas, não seria possível respeitar o limite do défice para 2012”, disse.

Sobre o Orçamento de Estado para 2012, Vítor Gaspar disse que o mesmo é “coerente” e segue as três exigências da troika: contribuir para a consolidação orçamental, a estabilização financeira e a competitividade

INFLAÇAO DE 3,1% EM 2012

O Governo prevê um aumento da taxa de inflação para 3,5 por cento em 2011, apesar do "abrandamento" estimado para 3,1 por cento em 2012, indica a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 entregue esta segunda-feira no Parlamento.

De acordo com o documento, o Executivo atribui o aumento da inflação no próximo ano ao "efeito fiscal (alteração de alguns bens e serviços de taxas do IVA reduzidas para normais, ou de intermédias para normais)".

Assim, lê-se na proposta de lei, "o efeito mecânico desta medida seria substancialmente superior à atual taxa de inflação esperada".

Contudo, "quer o efeito contração da procura, quer o efeito esperado sobre os custos salariais, atenuam o referido efeito provocado diretamente pelo aumento dos impostos", refere a proposta de lei.

vítor gaspar orçamento oe 2012semprego pib
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)