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Correio da Manhã

Economia
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Taxas na Saúde baixam em 2015

A meta mínima para a redução são os valores de 2013.
Sónia Trigueirão 3 de Outubro de 2014 às 15:51
O ministro da Saúde, Paulo Macedo (à direita.), vai estar hoje na Assembleia da República
O ministro da Saúde, Paulo Macedo (à direita.), vai estar hoje na Assembleia da República FOTO: Luís Forra / Lusa

Os portugueses vão pagar menos para ter acesso à Saúde. As taxas moderadoras descem no próximo ano. Este é um compromisso que, apurou o CM, será assumido hoje pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, na Assembleia da República, no âmbito do debate parlamentar sobre ‘O Serviço Nacional de Saúde: erros do passado e desafios do futuro’, requerido pelo PPD/PSD.

Fonte do Ministério da Saúde assegura que "a meta mínima para esta redução são os valores das taxas moderadoras em 2013, mas os preços podem baixar ainda mais". Refere a mesma fonte que, por exemplo, "os cuidados primários (nos centros de saúde) deverão atingir valores mais reduzidos porque, no Orçamento do Estado para 2014, não tiveram aumentos".

A influenciar o montante da redução das taxas moderadoras está o facto de o seu valor ser indexado à evolução da inflação no final do ano, um indicador que tem vindo sucessivamente a descer.

No entanto, fonte do ministério tutelado por Paulo Macedo garante que, mesmo que a inflação, no final de 2014, seja positiva, o compromisso é de baixar as taxas de qualquer forma. A medida será inscrita na proposta de Orçamento do Estado para 2015 que o Governo entrega este mês no Parlamento.

No início deste ano, e na sequência da indexação das taxas da Saúde à inflação, houve serviços que registaram aumentos médios entre os cinco e os 10 cêntimos. Por exemplo, uma consulta de enfermagem ou de outros profissionais de saúde, realizada no âmbito hospitalar passou de 5,15 euros em 2013, para 5,20 euros.

Os utentes também pagaram mais cinco euros pelas consultas no domicílio, que passaram a custar 10,35 euros. O mesmo aconteceu nos hospitais com as urgências: as polivalentes passaram a custar 20,65 euros e urgências básicas passaram a custar 15,50 euros. 

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