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Correio da Manhã

Economia

Teixeira dos Santos apela à aprovação do Orçamento

O ex-ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, apelou nesta sexta-feira à aprovação do próximo Orçamento do Estado, na Assembleia da República, afirmando que não é momento para tirar dividendos políticos.
7 de Outubro de 2011 às 20:27
"É de esperar que o Orçamento de Estado dê cumprimento aos compromissos assumidos [com a 'troika']", disse
'É de esperar que o Orçamento de Estado dê cumprimento aos compromissos assumidos [com a 'troika']', disse FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

"O que se espera é que o Orçamento de Estado seja viabilizado. É um momento de responsabilidade para todos nós, para mostrar que o País está empenhado em avançar", afirmou Teixeira dos Santos.   

O ex-governante falava, assumiu-se, como "professor", perante uma audiência repleta da Universidade Sénior de Vila Nova de Cerveira, em que o tema foi precisamente a crise do 'subprime' e da actual dívida soberana.  

"É de esperar que o Orçamento de Estado dê cumprimento aos compromissos assumidos [com a 'troika']", disse ainda, acrescentando que sempre defendeu o sentido de responsabilidade.  

"Não é agora, por estar fora do Governo, que vou dizer o contrário. Continua a ser um momento de muita responsabilidade", acrescentou.  

Sobre a possibilidade de os países em dificuldades abandonarem a Zona Euro, o ex-ministro socialista foi claro em relação a Portugal.  

"Ouço muitas vezes comentários se não seria melhor sair do euro? Não. Isso seria uma ilusão. No Euro ou fora do Euro, o País tem que se financiar. Alguém tem de emprestar dinheiro a Portugal, esteja fora ou dentro do Euro", acrescentou.  

Por isso, concluiu: "Estamos bem melhor no Euro, mas agora é a altura de pôr a casa em ordem."

Teixeira dos Santos admitiu ainda a "dificuldade do momento actual", mas observou que a crise da divida soberana "não é o fim" do Euro.  

"É um momento difícil, mas vai ser também o momento da verdade, em que todos teremos de ter a capacidade de lançar novas soluções para sairmos da crise", rematou.  

No final da sessão, Teixeira dos Santos recusou prestar declarações aos jornalistas, justificando: "Já não sou político. Agora só dou aulas." 

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