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Correio da Manhã

Economia
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TELEMÓVEIS SEM LIMITES

A uniformização dos serviços de telemóveis deverá ser acelerada nos próximos anos. Pelo menos, foi com esse objectivo que cerca de 200 empresas, desde fabricantes de telemóveis a operadores e fornecedores de conteúdos, fundaram a semana passada a Open Mobile Alliance (OMA).
19 de Junho de 2002 às 13:35
Um acordo histórico que poderá resolver questões muito simples, como trocar imagens entre telemóveis de marcas diferentes, mas actualmente insolúveis como qualquer utilizador regular sabe.

Nokia, Microsoft, Intel, Walt Disney, Vodafone Group, Motorola, Texas Instruments, IBM, Lucent Technologies, NTT DoCoMo e Ericsson foram alguns dos gigantes que formaram esta aliança, que passa a envolver toda uma indústria em torno das mesmas preocupações.

A finalidade é simples e, de acordo com alguns especialistas, só peca por tardia. Em termos empresariais, o objectivo "é fazer crescer o mercado em toda a indústria dos telefones móveis removendo as barreiras da interoperacionalidade, estimulando a criatividade dos serviços e simplificando a sua utilização", pode ler-se nos comunicados de imprensa, disponíveis no 'site' oficial da OMA.

Em termos de consumidor final, e de acordo com as palavras de Jon Jon Prial, vice-presidente de conteúdo da IBM, à Reuters, a sua maior vantagem é que "terá o serviço que deseja, independentemente de qual seja o aparelho que se utilize e de qual a operadora a que se esteja vinculado".

Na prática, isso significa que dentro de dois ou três anos, por exemplo, o consumidor não terá qualquer dificuldade em enviar imagens de um telemóvel da Sony para um terminal da Nokia ou da Samsung. Ao contrário do que acontece hoje, em que muitos utilizadores - desconhecendo este "muro" entre as marcas de telemóveis - têm dificuldade em compreender porque é que as mensagens que enviam nunca chegam ao seu destinatário ou ficam ilegíveis.

Mas as mudanças não serão imediatas, de acordo com especialistas de mercado. "O utilizador médio não perceberá o avanço antes de dois ou três anos, quando esses serviços forem apresentados", disse à Reuters David Cooperstein, diretor de pesquisas da Forrester Research.

Para o vice-presidente da Nokia, Pertti Korhonen, "isso não é algo que acontecerá como um 'big bang', onde teremos todas as soluções para todos os problemas imediatamente. Será um processo passo a passo".
Frank Dzubeck, presidente da Communications Networks Architects, sublinhou que a indústria tardou em tomar aquela atitude. "A tentativa agora é pelo menos fazer com que haja interoperabilidade. E isso é muito importante", afirmou.
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