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Correio da Manhã

Economia
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Teodora Cardoso propõe taxar levantamentos no multibanco

A presidente do Conselho de Finanças Públicas  eplica que a ideia passa por colocar os cidadãos a receber os salários e pensões numa conta poupança, sendo posteriormente taxados pelos levantamentos e movimentos bancários.
24 de Março de 2014 às 18:56
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Teodora Cardoso, salários, Conselho de Finanças Públicas, Portugal, competi, imposto, poupança FOTO: Lusa

Teodora Cardoso propôs esta segunda-feira nas jornadas parlamentares do PSD, em Viseu, a criação de uma taxa a incidir nos levantamentos de dinheiro de contas onde os cidadãos recebam salários e pensões. A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP) alertou ainda que "os salários não vão nunca subir muito. Portugal vai competir com países com salários baixos".

Admitindo que tal imposto "não existe em lado nenhum" e é apenas uma ideia, que está a ser discutida por exemplo em Inglaterra, Teodora Cardoso apresentou a proposta aos parlamentares do PSD no primeiro dia das jornadas parlamentares do partido, a decorrer em Viseu.

À margem da sua intervenção na sessão com os parlamentares, Teodora Cardoso desenvolveu perante os jornalistas a ideia apresentada na sala.

"Este imposto consistiria nos rendimentos das pessoas, seja trabalho ou capital, quaisquer rendimentos, serem pagos a uma conta bancária de poupança. Seria sobre os levantamentos dessa conta que indiciaria o imposto, com o pressuposto que só levantaríamos dinheiro dessa conta para gastar", declarou a presidente do CFP.

O imposto, sublinhou, "seria progressivo sobre o valor da despesa e não sobre o rendimento" e teria como vantagem ser um imposto de incentivo à poupança, "a maneira de financiar o investimento".

A presidente do CFP, lembrou ainda que as decisões orçamentais têm influência não só no ano do Orçamento do Estado em causa mas "em muitos anos seguintes", pelo que Teodora sublinha que deveria haver uma lei orgânica com os limites ao défice e uma regra na Constituição que limite os máximos de dívida do país.

A responsável definiu também como essencial um entendimento entre o PSD e o PS em diferentes áreas. "É necessário um conjunto de regras que terão de ser acordadas entre os dois partidos", disse.

As jornadas do PSD, que têm como lema "Portugal pós-'troika', compromisso e sustentabilidade", contaram na sessão de abertura com a presença do presidente do partido e primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

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