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Correio da Manhã

Economia

Trabalhadores da CP forçam entrada na sede

Um grupo de trabalhadores ferroviários ultrapassou esta quarta-feira a barreira policial junto à sede da CP para entregar um documento à administração, que assegura não ter havido confrontos naquela que foi uma "prova de força", segundo o sindicato.
11 de Janeiro de 2012 às 16:19
Trabalhadores protestaram junto à sede da CP, em Lisboa
Trabalhadores protestaram junto à sede da CP, em Lisboa FOTO: Lusa

Em declarações à Lusa, Vítor Pereira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (EMEF), afirmou que os trabalhadores quiseram entrar na sede da CP, em Lisboa, "não para agredir ou destruir nada", mas para "demonstrar descontentamento".        

Já a porta-voz da CP, Ana Portela, notou que "os trabalhadores tentaram forçar a entrada nas instalações e a polícia tentou impedir", mas não se verificaram confrontos.         

Também a porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse que "não houve confrontos", tendo acontecido apenas que os "cerca de 120 trabalhadores da EMEF forçaram a entrada nas instalações da sede da CP", na Travessa do Duque, conseguindo chegar ao átrio, obrigando a polícia a "fazer a contenção".        

"Forçaram a entrada nas instalações da CP e conseguiram chegar ao átrio e por isso tivemos de fazer contenção. Não houve conflitos, carga ou desordem", disse à agência Lusa a subcomissária Carla Duarte, acrescentando que um efectivo da PSP acompanhou depois os manifestantes no cortejo que fizeram até ao Ministério da Economia. 

Os cerca de 500 trabalhadores da CP, segundo as contas do sindicato, deslocaram-se depois para o Ministério da Economia, onde tencionam entregar uma resolução semelhante à que foi entregue na empresa, que apresenta as suas reivindicações. 

A manifestação dos trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), cuja única accionista é a CP, pretende contestar o programa de reestruturação da empresa qualificada como "plano de liquidação". O plano de reestruturação da EMEF, apresentado em Dezembro à Comissão de Trabalhadores (CT) prevê a redução do número de postos de trabalho.         

Segundo o documento, que a CT designa como "plano de liquidação", durante os anos de 2012 e 2013, sairão da empresa cerca de 380 trabalhadores. Actualmente a empresa conta com 1.300 funcionários. "Ao contrário de outros planos, este documento não parte da análise das dificuldades que a EMEF enfrenta, apontando linhas de trabalho para as vencer. Ele deixa-se vencer pelas dificuldades", lê-se no comunicado a CT. A EMEF foi criada em 1993 e dedica-se à reparação e reabilitação do material circulante (comboios).      

 

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