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Correio da Manhã

Economia
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Trabalhadores de empresa de camisas fazem greve

As trabalhadoras da empresa Artlabel Industry, que agora detém as marcas de camisaria Califa, Fórmula 1 e Victor Emmanuel, entraram esta terça-feira num processo de greve que se prolongará até que recebam os subsídios de férias.

25 de Outubro de 2011 às 12:56
A 10 de Outubro, os trabalhadores foram obrigados a parar a laboração para receberem o salário de Setembro
A 10 de Outubro, os trabalhadores foram obrigados a parar a laboração para receberem o salário de Setembro FOTO: Agência

Em causa estão cerca de 150 funcionários que, garantindo não haver falta de encomendas nessa unidade de São João da Madeira, fazem uma hora de greve das 13h00 às 14h00, para reclamar o subsídio de férias em falta desde Agosto e reivindicar o pagamento atempado dos salários, que lhes vêm sendo entregues sempre em data incerta.

Estes dados são avançados pela delegada do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil de Aveiro, que, em declarações à Lusa, afirma: "As trabalhadoras sentem-se no direito de pedir esta justiça porque, entre Novembro de 2010 e Março de 2011, trabalharam uma hora a mais por dia - liquidando a sua dívida para com a empresa ao nível do banco de horas - e no passado mês de Julho voltaram a dar mais uma hora à casa, já no regime de adaptabilidade do contrato de trabalho".

"Além disso", acrescenta Isabel Tavares, "as funcionárias sabem que há encomendas, veem que o material tem saída e não merecem este desrespeito por parte da entidade patronal, que não lhes explica sequer a que é que se devem estes atrasos".

A delegada sindical reconhece que, desde 2009, a empresa "tem passado por períodos difíceis no que se refere ao pagamento dos salários".

Antes, já a antiga Califa estivera em processo de insolvência, o que ditou que em Abril de 2008 fosse adquirida pela Artlabel Industry S.A.

Em 2010 a situação estava "mais ou menos controlada, com os patrões a pagarem sempre até dia 6 ou dia 8". Entretanto, terá deixado de haver regularidade na entrega dos honorários e, já a 10 de Outubro, o pessoal da fábrica "teve que fazer uma paragem laboral para receber o ordenado de Setembro".

A medida surtiu efeito e, nessa altura, a administração da Artlabel Industry ter-se-á comprometido a pagar os valores em falta em três parcelas, mas, segundo Isabel Tavares, "o facto é que não cumpriu nenhuma, os subsídios de férias continuam por pagar e é por isso que as trabalhadoras vão fazer uma hora de greve todos os dias enquanto a situação não estiver resolvida".

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