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Correio da Manhã

Economia
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Trabalhadores dos Estaleiros lutam contra o despedimento de 380 funcionários

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo reúnem-se esta quarta-feira em plenário para decidir "formas de luta imediata" contra a anunciada dispensa de 380 funcionários da empresa prometendo contestação "nas ruas" e "nos tribunais".
21 de Junho de 2011 às 14:09
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despedimento, 380 trabalhadores, Estaleiros Navais de Viana, formas de luta FOTO: Agências

"Desde que a administração da empresa nos comunicou este plano de reestruturação  que temos promovido reuniões e contactos. Amanhã, em plenário de trabalhadores,  vamos apresentar e aprovar medidas de contestação imediata a estes despedimentos,  sendo que todos os cenários estão em aberto", afirmou à Agência Lusa o coordenador  da Comissão de Trabalhadores (CT) dos estaleiros.  

Para as 16h30 de quarta-feira a CT prevê fazer uma declaração pública,  à porta da empresa, sobre as formas de contestação a adoptadas e, à noite,  vão comparecer na reunião ordinária da Assembleia Municipal de Viana do  Castelo "para pedir apoio a todos os agrupamentos políticos".  

 

Certo, garante, é que a contestação dos trabalhadores dos Estaleiros  Navais de Viana do Castelo vai mesmo regressar ás ruas. "Temos todo o direito  de fazer ouvir a nossa voz na rua. São números chocantes que nos apresentaram  e não é possível fazer uma reestruturação da empresa quando se manda embora  mais de metade dos trabalhadores", apontou ainda.  

 

Quanto aos "inevitáveis" protestos dos próximos dias, António Barbosa  afirma que "sem dúvidas" mobilizarão os trabalhadores dos ENVC, mas também  antigos funcionários, população e até comerciantes.    

 

"Há comércios e empresas em que metade dos seus clientes são trabalhadores  dos estaleiros. E essas pessoas ninguém contabiliza, mas está em causa a  sobrevivência de uma região", diz.  

 

A administração dos ENVC admitiu, segunda-feira, que esta reestruturação,  em que serão gastos 13 milhões de euros, pretende colocar os estaleiros,  detidos a cem por cento pelo Estado, com cerca de 340 trabalhadores até  ao final do ano.  

 

 

 

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