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Correio da Manhã

Economia
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Transferir fundos de pensões torna banca “ainda mais sólida”

O governador do Banco de Portugal disse esta sexta-feira que o sistema financeiro fica "ainda mais sólido" com a transferência dos fundos de pensões da banca para a Segurança Social, que permite o cumprimento do défice orçamental de 2011.
6 de Janeiro de 2012 às 17:22
"O sistema financeiro no final desta operação estava sólido e fica ainda mais sólido", disse Carlos Costa
'O sistema financeiro no final desta operação estava sólido e fica ainda mais sólido', disse Carlos Costa FOTO: Lusa

"O sistema financeiro no final desta operação estava sólido e fica ainda mais sólido", disse esta sexta-feira Carlos Costa no Parlamento perante os deputados das comissões de Orçamento e Finanças e Segurança Social e Trabalho.  

O responsável disse ainda que, além dos bancos, a operação foi neutra para os contribuintes e que não prejudicou os pensionistas bancários que passaram para o Estado.  

A audição de Carlos Costa na comissão de Orçamento foi pedida pelo PCP, cujo deputado Honório Novo considerou que "o interesse dos bancos foi defendido, mas não o dos contribuintes ou dos reformados".   

"A banca andava mortinha para ver-se livre disto e aproveitou a oportunidade para vender ao Estado", afirmou o deputado comunista.  

O governador do Banco de Portugal disse que a instituição que dirige integrou este processo de transferência dos fundos de pensões com as funções de aconselhamento técnico ao Governo nas negociações com os bancos e salvaguarda da estabilidade financeira.  

Na mesma audição, Carlos Costa estimou que a transferência dos fundos de pensões pode ter um impacto negativo nos resultados dos bancos até dois mil milhões de euros em 2011, ainda que esse valor dependa dos métodos contabilísticos escolhidos pelos bancos.  

A transferência dos fundos de pensões de bancos privados para o regime geral da Segurança Social foi a solução encontrada pelo Governo de Passos Coelho para cumprir a meta do défice orçamental em 2011.

Em contrapartida, desde 1 de Janeiro, o Estado é o responsável pelo pagamento das pensões destes reformados bancários, o que os sindicatos estimam num custo de 500 milhões de euros por ano.

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