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Correio da Manhã

Economia
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Transportes quase parados durante greve geral

Os passageiros dos transportes públicos começam esta terça-feira a sentir os efeitos da greve geral de quarta-feira, que deverá ter "uma adesão praticamente total", de acordo com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

13 de Novembro de 2012 às 11:30
Nas zonas urbandas, devem circular apenas 9% dos comboios da CP
Nas zonas urbandas, devem circular apenas 9% dos comboios da CP FOTO: Vítor Mota

"Estamos a antever uma paralisação praticamente total no sector dos transportes públicos e também uma forte adesão nas empresas do sector privado", disse hoje à Lusa o coordenador da Fectrans, José Manuel Oliveira.

Em declarações à Lusa, o dirigente sindical defendeu que "na greve geral de quarta-feira, haverá uma adesão superior à habitual do sector privado", uma vez que "começa a sentir o efeito das medidas de austeridade, nomeadamente a redução do pagamento do trabalho extraordinário".

"Pensamos que quarta-feira vai ser um dia muito complicado", declarou, referindo-se ao dia da greve geral, convocada pela CGTP contra as medidas de austeridade, previstas no Orçamento do Estado para 2013 (OE2013), em defesa de medidas de crescimento económico.

A UGT decidiu não aderir à paralisação por considerar que era movida por razões político-partidárias, mas as estruturas sindicais da UGT emitiram pré-avisos de greve para quarta-feira em protesto contra as consequências do OE2013 e também no âmbito de uma jornada de luta convocada pela Confederação Europeia de Sindicatos para a mesma data.

CP QUASE PARALISADA

A CP prevê a supressão da maioria dos comboios na quarta-feira, esperando-se atrasos e supressões hoje ao final da tarde e na quinta-feira, no período da manhã.

De acordo com os serviços mínimos, fixados pelo Tribunal Arbitral, realizam-se 9% dos comboios urbanos de Lisboa e 12,5% dos comboios urbanos do Porto.

Também nas ligações regionais, apenas deverão realizar-se 11% dos comboios habituais.


A oferta é ainda menor nas ligações do longo curso, tendo cindo decretados como serviços mínimos apenas dois comboios (Lisboa-Guimarães-Lisboa). Os serviços internacionais Sud Expresso e Lusitânia Comboio Hotel não se realizarão nos três dias.

METRO DE LISBOA FECHADO

O Metro de Lisboa paralisa hoje às 23h20 para voltar a circular às 6h30 de quinta-feira.

METRO DO PORTO CONDICIONADO

O Metro do Porto vai ter a circulação condicionada ao centro da rede e com horário restrito, mas de acordo com a empresa está assegurada a operação nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia e parte de Matosinhos, correspondendo a cerca de 80 por cento da procura habitual em dia útil.

Na quarta-feira, está assegurado o serviço na Linha Amarela (D), entre o Hospital de S. João e Santo Ovídio, e entre a Estação da Senhora da Hora e a Estação do Estádio do Dragão, no tronco comum às linhas Azul (A), Vermelha (B), Verde (C), Violeta (E) e Laranja (F), mas apenas entre as 7h00 e as 21h00.

Hoje após as 22h00, podem começar a fazer sentir-se alguns efeitos da greve geral.

ONZE CARREIRAS A METADE NA CARRIS

Na quarta-feira, vão circular metade das ligações habituais de 11 carreiras (703, 735, 736, 738, 742, 744, 751, 758, 759, 760, 767), de acordo com os serviços mínimos decretados.


SERVIÇOS MÍNIMOS DE 10% NA STCP

O Tribunal Arbitral fixou o funcionamento de 10% da totalidade da rede diurna e nocturna como serviços mínimos da STCP para quarta-feira bem como o funcionamento das linhas adstritas à rede de madrugada 1M, 4M, 5M, 7M e 10M.

TRANSTEJO E SOFLUSA A 15%

O serviço da Transtejo/Soflusa vai estar limitado aos serviços mínimos que representam cerca de 15% das ligações fluviais habituais.

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