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Correio da Manhã

Economia
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Tribunal alerta para mau estado da ferrovia

Relatório do Tribunal de Contas critica falta de investimento nas infraestruturas.
Raquel Oliveira 7 de Fevereiro de 2020 às 08:43
Auditoria conclui que mais de 32% da rede ferroviária nacional está num estado considerado inferior a “satisfatório”
Tribunal deteta atrasos na recuperação da rede rodoviária
Auditoria conclui que mais de 32% da rede ferroviária nacional está num estado considerado inferior a “satisfatório”
Tribunal deteta atrasos na recuperação da rede rodoviária
Auditoria conclui que mais de 32% da rede ferroviária nacional está num estado considerado inferior a “satisfatório”
Tribunal deteta atrasos na recuperação da rede rodoviária
O Tribunal de Contas concluiu que "32,7% da ferrovia e 18,4% da rodovia está num estado inferior ao satisfatório", de acordo com uma auditoria às condições destas infraestruturas. O alerta já seguiu para o Governo, com a instituição liderada por Vítor Caldeira a pedir "urgência" na reabilitação das vias em estado mais crítico.

As condições de 27,9% dos túneis e 13,7% das pontes são inferiores a "satisfatório", conclui ainda a Auditoria à Operacionalidade de Infraestruturas e Transportes, divulgada pelo Tribunal de Contas, e que chama também a atenção para o facto da Rede Rodoviária Nacional estar num estado "inferior a satisfatório".

Segundo o relatório, 2,8% da rede rodoviária está num "estado insatisfatório" e 15,6% requer "atenção", ou seja, exige obras a curto prazo. Por outro lado, alerta ainda a auditoria, a "taxa de cobertura de inspeções de rotina na rede rodoviária reportada pela Infraestruturas de Portugal (IP) para 2018 (36%) é inferior à definida (50%).

A IP, que é a responsável pela gestão das vias ferroviárias e autoestradas, garante que "não há risco de segurança na utilização da infraestrutura", mas o TC mantém a necessidade de examinar a gestão do risco de inoperacionalidade das infraestruturas e recomenda "o seu aperfeiçoamento para reforçar a confiança dos utentes".

Aliás, esta auditoria insere-se precisamente na avaliação do "modo como o Estado utiliza os recursos públicos na gestão e prevenção do risco de desastres e catástrofes".

Nesse sentido, o Tribunal de Contas recomenda ao Governo que concretize, "com urgência, o financiamento necessário para, pelo menos, passar a satisfatório o estado de condição das infraestruturas avaliado como insatisfatório". Tal como o deverá fazer, a curto prazo, com as vias que requerem "atenção".

Investimento muito aquém dos planos para os dois setores
O Tribunal de Contas critica os atrasos no investimento previsto para a ferrovia e rodovia (plano PETI3+), recordando que dos 2,5 mil milhões de "investimento previstos estavam realizados 13% (321 milhões de euros)" no final de 2018. Já dos 1178 km previstos (965 km na ferrovia e 213 na rodovia), tinham sido concluídos apenas 77 km (7%), no final de 2018, e 91 km (8%)no final de junho de 2019.
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