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Correio da Manhã

Economia
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Tripulantes da TAP em greve de 21 a 23 de março

Os tripulantes da TAP decidiram esta sexta-feira convocar uma greve entre 21 e 23 de março, para contestar os cortes salariais, disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, Rui Luís.
1 de Março de 2013 às 16:49
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TAP, sindicato, tripulantes, greve FOTO: Inácio Rosa/Lusa

O dirigente sindical disse à Lusa que a decisão de convocar uma greve de três dias, na semana anterior à Páscoa, foi aprovada por unanimidade na assembleia-geral, adiantando que a expectativa é que se juntem à paralisação os outros sete sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP.

"Penso que vai ser uma greve geral", declarou Rui Luís, no final da reunião com os trabalhadores, enquanto ainda decorre a assembleia-geral do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC).

Questionado sobre os apelos feitos pelo presidente da TAP, Fernando Pinto, aos trabalhadores para evitar "atitudes ou ações que, mesmo que compreensíveis, prejudiquem gravemente o futuro da TAP", o porta-voz dos tripulantes considerou que esse "é o papel dele".

"Nós temos estado sempre do lado da TAP. A TAP sabe que pode contar connosco, mas há excessos que não podemos aceitar", declarou.

Em fevereiro, a TAP implementou os cortes salariais determinados para a generalidade da Função Pública e das empresas do setor empresarial do Estado, entre os 3,5% e os 10%, em salários brutos acima de 1.500 euros.

Na circular enviada hoje aos trabalhadores, sem nunca referir a possibilidade de uma greve, o presidente da TAP afirma que "a administração confia que prevaleça o bom senso que tem sido revelado, evitando-se atitudes ou ações que, mesmo que compreensíveis à luz das consequências das medidas aplicadas, prejudiquem gravemente o futuro da TAP".

Na atual conjuntura nacional, acrescenta, "continuando a TAP a viver em 2013 um ano de enormes desafios, a administração reforça a sua convicção na necessidade de se procurarem, no futuro, soluções para que possa vir a ser possível manter a TAP competitiva, igualmente a nível salarial, no mercado internacional em que concorre".

Na mesma nota, informa que a companhia desenvolveu "todos os esforços e diligências" para que os seus trabalhadores continuassem a ser excecionados da aplicação de cortes salariais, como aconteceu nos dois últimos anos.

Fernando Pinto deixa ainda uma palavra ao "esforço e contribuição de todos [os trabalhadores] para alcançar tão importantes objetivos", referindo-se aos resultados da TAP S.A., divulgados na passada terça-feira.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) está ainda reunido em assembleia-geral, enquanto os restantes seis sindicatos que compõem a plataforma, que foi constituída para "defender os direitos dos trabalhadores" no processo de privatização das TAP, vão reunir-se com os trabalhadores em plenário.

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