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Correio da Manhã

Economia
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Turismo de luxo no Oeste

Os autarcas e empresários do Oeste querem transformar a região no principal destino turístico do País, distinguindo-a das outras pela aposta no turismo de luxo e pela proximidade estratégica com o futuro aeroporto da Ota. A intenção foi anunciada ontem, na sessão de encerramento do III Congresso do Oeste, que se realizou em Alcobaça.
6 de Maio de 2007 às 00:00
 Os autarcas e empresários do Oeste no final do III Congresso, elogiaram o Governo pela opção Ota
Os autarcas e empresários do Oeste no final do III Congresso, elogiaram o Governo pela opção Ota FOTO: d.r.
Reveladora de um enorme poder de atracção – devido à complementaridade do litoral com a vertente rural –, esta área tem vindo a adquirir um peso cada vez maior, designadamente no sector do turismo, devido à aposta, concretizada, na construção de infra-estruturas de luxo e de alguns resorts de golfe.
“Fixar em definitivo a Região Oeste no mapa de Portugal do futuro” é o que pretendem os organizadores do congresso, iniciativa conjunta da Agência de Desenvolvimento Regional do Oeste (ADRO), da Associação de Municípios do Oeste e da Região de Turismo do Oeste.
Telmo Faria, líder da ADRO e presidente da Câmara Municipal de Óbidos, revelou que os congressistas elegeram como uma das principais prioridades da acção das autarquias e forças vivas da região criar “um novo modelo de turismo de luxo em Portugal efectivamente competitivo”, assente em “turismo residencial, com empreendimentos de baixa densidade e cadeias de cinco estrelas para garantir a qualidade do serviço”.
Salvaguardando que o Oeste “não quer ser um novo Algarve”, aquele responsável indicou que “não se trata de violentar o mundo rural nem de pôr em causa a arquitectura tradicional”, garantindo que estão excluídos “conceitos de turismo massificado”.
O Plano Estratégico do Oeste, que está em elaboração, aponta o turismo como uma “aposta estratégica”, tendo os cerca de 500 congressistas referido também a necessidade de aproveitar outros recursos até agora subexplorados.
“Podemos ter um hiper-cluster do mar, na vertente do recreio e lazer”, manifestou Telmo Faria, considerando “indispensáveis” as marinas da Nazaré e de Peniche para se atingir o objectivo de “internacionalização e alavancagem dos produtos turísticos”.
O Oeste quer ser “um parceiro activo na construção e projecção internacional de Lisboa como uma das grandes capitais europeias”.
TGV É UM FACTOR FUNDAMENTAL
A reafirmação de que o novo aeroporto seria construído na Ota, feita pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, ficou ensombrada no Congresso do Oeste com inexistência de garantias quanto às acessibilidades ferroviárias, nomeadamente a ligação ao TGV.
Os participantes manifestaram a necessidade do reforço da mobilidade, assente numa “reorientação efectiva da Linha do Oeste, com ligação ao TGV e a novo aeroporto internacional, com uma vertente turística”. “Não se pode ter um turismo de excelência e não existir uma maneira de nos ligarmos para facilitar fluxos de turismo, com equipamentos como o TGV”, avisou Telmo Faria. O alerta já havia sido deixado há duas semanas, num congresso da região de Leiria, onde foi considerada da maior importância a construção da estação ferroviária Leiria/TGV no quadro do desenvolvimento e modernização da Linha do Oeste. “É fundamental uma articulação funcional entre a nova ferrovia de alta velocidade e a Linha do Oeste”, concluíram os congressistas presentes em Alcobaça.
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