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Correio da Manhã

Economia
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Turismo Sénior já foi aprovado

Depois de várias semanas de atraso, o ministro da Economia assinou o despacho que permite o financiamento do programa Turismo Sénior do Inatel – Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres. Em causa esteve uma verba de 6,5 milhões de euros.
21 de Abril de 2008 às 00:30
O ministro da Economia atrasou o programa de Turismo Sénior
O ministro da Economia atrasou o programa de Turismo Sénior FOTO: Sérgio Lemos

O despacho com a autorização do envio das verbas para o financiamento daquele programa necessitava da assinatura de dois ministros. Vieira da Silva assinou o despacho há várias semanas, tendo o dinheiro ficado retido à espera da autorização de Manuel Pinho, que entretanto o assinou, na última semana.

Contactada pelo CM, a Secretaria de Estado do Turismo, encarregue de assegurar a continuidade do Turismo Sénior do Inatel, disse que "se tratou de uma questão de tempo entre os ministérios"equenão foramdesrespeitados quaisquer prazos. "Estamosactualmentena época baixa do turismo, por isso ninguém ficou prejudicado", refere fonte da Secretaria de Estado do Turismo.

O CM não conseguiu, até ao fecho desta edição, obter uma reacção do Inatel, mas, segundo fontes conhecedoras da situação, a instituição tem sido ‘inundada’ com telefonemas de idosos queixando-se de que não sabem se este ano poderão fazer férias através do programa do Inatel. A única informação disponível no site do Inatel é de que aguarda-se pela nova calendarização para o programa Turismo Sénior em Portugal.

O programa de turismo para a terceira idade promovido pelo Inatel tem como principal objectivo possibilitar férias a preços mais acessíveis às pessoas com mais de 60 anos de idade. O projecto é co-financiado pelos ministérios do Trabalho e Solidariedade Social, tutelado por Vieira da Silva, e da Economia, liderado por Manuel Pinho.

PROGRAMA DE FÉRIAS PARA A TERCEIRA IDADE

O programa de Turismo Sénior do Inatel, também promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, estabelece o custo das férias tendo em atenção o valor da pensão que cada interessado recebe. Deste modo, a terceira idade e sobretudo os mais carenciados não vêem negada a oportunidade de conhecer locais de interesse histórico, turístico e cultural em regime de pensão completa. Por exemplo, quem tiver uma pensão que não ultrapasse os 235 euros por mês, pagará apenas 60 euros para ir de férias pelo Inatel. Estes preços apenas são possíveis pelo financiamento dos ministérios do Trabalho e Solidariedade Social e da Economia e várias outras entidades. Mesmo assim há um período de candidaturas, dada a elevada procura que o programa suscita e a escolha dos participantes em cada ano é feita por sorteio.

A partir de Julho deste ano, o Inatel vai passar a ser uma fundação. Na quinta-feira passada, o Governo aprovou esta mudança e explicou que deste modo, "sem perder de vista a função social desta instituição", a Fundação Inatel irá reforçar laços com a comunidade nacional e adoptar uma gestão eficaz dos gastos públicos.

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