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Correio da Manhã

Economia
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UGT diz que “Pacto para o Emprego morreu”

“O Pacto para o Emprego morreu hoje”. Foi com estas palavras taxativas e peremptórias que João Proença anunciou esta quinta-feira o abandono da UGT da reunião de concertação social.

14 de Outubro de 2010 às 12:54
João Proença, secretário-geral da UGT
João Proença, secretário-geral da UGT FOTO: d.r.

“Quanto a nós, o Pacto tripartido para o emprego morreu hoje aqui na Concertação Social”, disse o secretário-geral da UGT, justificando-se com as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo. Para João Proença, o Pacto para o Emprego tinha que salvaguardar três questões fundamentais: a entrada em vigor do Código Contributivo no próximo ano, o aumento do salário mínimo e a subida das pensões mais baixas.

Sobre a reunião, João Proença revelou que vai ser difícil chegar a um entendimento. O sindicalista relembrou que para haver Pacto é preciso um acordo que abranja pelo menos uma confederação patronal e sindical, mas, nesta altura, a posição da CGTP é muito crítica. “Hoje, de facto, fica um pouco encerrado o processo de negociação”, disse.

A UGT uniu-se à CGTP na greve geral convocada para 24 de Novembro. Esta é a primeira vez em 22 anos que as duas sindicais se juntam para protestar contra as medidas governamentais.

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