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UGT E CGTP ACERTAM AGULHAS

As duas centrais sindicais classificaram ontem de "inaceitável" a proposta de Código do Trabalho e concertaram posições para as próximas rondas negociais entre o Governo e parceiros sociais cujo início está agendado para o dia 20.

14 de dezembro de 2002 às 00:00

Após uma reunião de cerca de duas horas, os secretários-gerais da UGT, João Proença, e da CGTP, Carvalho da Silva, sublinharam o seu empenhamento na "unidade na acção" e enumeraram um conjunto de matérias incluídas na proposta governamental que pretendem ver alteradas.

Questões como o despedimento, contratação colectiva, mobilidade funcional, organização do tempo de trabalho, conceito de retribuição e lei da greve são matérias que as centrais sindicais querem negociar com o Governo até 8 de Janeiro, dia em que termina a discussão pública da proposta governamental.

"São temas vitais e nós vamos reafirmar os princípios pelos quais nos batemos, ao mesmo tempo que apresentaremos caminhos para uma discussão sobre cada ponto", afirmou Carvalho da Silva. O líder da CGTP acrescentou também que entre as duas centrais sindicais "existe uma identidade" sobre as áreas vitais e inaceitáveis do Código proposto.

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