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Correio da Manhã

Economia
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UGT RECUSA AUMENTO DE 1 POR CENTO

A UGT considera “inaceitável” que o Governo se prepare para dar aumentos salariais de um por cento à função pública, em 2005, valor sugerido pelo primeiro-ministro, Santana Lopes, para os ganhos de produtividade.
7 de Setembro de 2004 às 00:00
“As palavras do sr. primeiro-ministro sobre os aumentos dos salários são incompreensíveis e inaceitáveis”, defende a UGT em comunicado.
A central sindical liderada por João Proença frisa que a discussão sobre os aumentos sempre se baseou na taxa de inflação prevista e no crescimento da produtividade. É “totalmente incompreensível” que o Governo pretenda indexar os aumentos da Administração Pública apenas à produtividade, defende a central sindical.
Este fim-de-semana, num conselho de ministros extraordinário, em Évora, Pedro Santana Lopes disse que era “muito complicado” atribuir aumentos salariais acima da produtividade.
A UGT salienta que o crescimento salarial deve ter em conta os ganhos de produtividade esperados para 2005 e não os de 2004, que se deverão situar perto de 1 por cento.
Para a central sindical, a evolução da produtividade em Portugal tem sido francamente positiva face à média europeia, apesar de, nos últimos anos, ter sido fortemente afectada pela crise.
A UGT exige aumentos salariais de 4,5 por cento para o próximo ano.
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