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Correio da Manhã

Economia
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UGT em "profundo desacordo" com recomendações de austeridade

Carlos Silva lamentou que a OCDE insista no despedimento de funcionários públicos.
28 de Outubro de 2014 às 18:50
Carlos Silva, secretário-geral da UGT
Carlos Silva, secretário-geral da UGT FOTO: Homem de Gouveia / Lusa

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, manifestou esta terça-feira o "profundo desacordo" da estrutura sindical em relação às recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a continuidade da aplicação de medidas de austeridade em 2015.

"Achamos estranho que o secretário-geral da OCDE venha sustentar as teses que levam o Governo a continuar a apostar em políticas de austeridade para 2015, nomeadamente, para nossa estranheza e profunda crítica e desacordo, quando decidem suscitar a questão dos tetos para as prestações sociais que, pessoalmente, acho completamente estapafúrdio", afirmou Carlos Silva à agência Lusa.

O secretário-geral da UGT falava à margem do seminário "Diálogo Social pela Educação e Formação - estratégias de intervenção e concertação para o desenvolvimento e o emprego", por ocasião do 36.º aniversário da UGT, que decorre entre terça e quarta-feira, em Lisboa.

Carlos Silva lamentou que a OCDE, no relatório sobre a economia portuguesa apresentado na segunda-feira em Lisboa, "venha sustentar a tese do Governo de que é preciso continuar a despedir funcionários públicos, nomeadamente, no setor dos polícias e da educação".

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