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Correio da Manhã

Economia
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Ulrich defende 'Plano Merkel' para países do Sul da Europa

O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, defendeu nesta terça-feira que Portugal deveria sugerir à chanceler alemã, que visita o país a 12 de Novembro, um ‘plano Merkel’ para os países do Sul da Europa.
30 de Outubro de 2012 às 12:57
O banqueiro defendeu mesmo que os dois "desígnios políticos" a sugerir à chanceler alemã Angela Merkel seria, "quando vier a Lisboa, ser a promotora de um 'Plano Merkel' para o Sul da Europa"
O banqueiro defendeu mesmo que os dois 'desígnios políticos' a sugerir à chanceler alemã Angela Merkel seria, 'quando vier a Lisboa, ser a promotora de um 'Plano Merkel' para o Sul da Europa' FOTO: João Relvas/Lusa

Fernando Ulrich, que falava no III Fórum de Fiscalidade 'Orçamento do Estado 2013, disse que Portugal precisa de apresentar um plano de longo prazo para o país e que, "provavelmente para ter êxito, vai precisar que um dia exista um 'Plano Merkel' na Europa, tal como houve um Plano Marshall".

O banqueiro defendeu mesmo que os dois "desígnios políticos" a sugerir à chanceler alemã Angela Merkel seria, "quando vier a Lisboa, ser a promotora de um 'Plano Merkel' para o Sul da Europa".

O presidente executivo do BPI, na sua intervenção na conferência organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e ‘Diário Económico’, afirmou que Portugal "tem feito um enorme caminho de recuperação de credibilidade" e que há que aproveitar essa credibilidade "para apresentar uma base de negociação para o futuro [com a Europa], mas não um programa de assistência social, não um programa para que os alemães paguem as prestações sociais dos portugueses, isso eles nunca farão".

Já à margem da conferência, Fernando Ulrich referiu aos jornalistas que os portugueses devem pensar "no que deve ser o país no médio e longo prazo", definindo "uma agenda" e trabalhado em concertação, "envolvendo a oposição e os agentes da economia".

Elogiando o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho pela iniciativa de negociar com o Partido Socialista o tema das funções e dimensão do Estado, o banqueiro frisou ser "uma matéria crucial", mas insuficiente por faltar uma agenda para o crescimento.

"O que falta é um programa para lá de 2014", sublinhou, adiantando que Portugal tem de ter um programa de médio e longo prazo, "até 2020 ou 2025, e mobilizar o país para isso".

Segundo o banqueiro, Portugal não vai conseguir resolver o problema da dívida pública e do desemprego "se a economia não crescer e isso precisa tempo e um esforço concertado e organizado. Não vai ser só por geração espontânea".

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