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Correio da Manhã

Economia
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VALE A PENA RENEGOCIAR CRÉDITO À HABITAÇÃO

Os titulares de empréstimos à habitação com três ou mais anos podem pagar menos de prestação mensal se renegociarem as condições do seu contrato, alerta a Deco – Associação de Defesa do Consumidor.
24 de Agosto de 2004 às 00:00
Num estudo publicado na revista ‘Dinheiro & Direitos’, a Deco alerta para o facto de os titulares do crédito poderem estar a “desperdiçar” milhares de euros, caso nunca tenham renegociado o seu empréstimo, pois os bancos reduziram as margens de lucro (‘spread’) devido à concorrência. Há três anos, os bancos cobravam ‘spreads’ de 2,5 por cento, mas nos novos empréstimos esse valor pode baixar até aos 0,45 por cento.
A pedido do CM, a Deco fez as contas sobre quanto se poderia poupar renegociando o ‘spread’ num empréstimo a 20 anos, de 100 mil euros. Por exemplo, com uma margem de lucro bancária de 1,7 por cento, a prestação mensal do consumidor seria de 596,33 euros. Mas se o cliente conseguir renegociar baixando o ‘spread’ para 0,8 por cento, paga menos 45,93 euros (ou seja, 550,4 euros).
“O problema é que a maioria das pessoas que contraíram empréstimos há uns anos, limitaram-se a ir ao seu banco sem nunca terem pedido simulações a outros”, sublinha Jorge Morgado, da Deco.
Porém, a Deco aconselha os consumidores a renegociarem com o seu banco, antes de pedirem transferência para outra instituição, pois os custos de transferência são muito elevados.
Depois de comparar a taxa de juro do empréstimo actual com a de outros bancos, o consumidor deverá pedir a diminuição do ‘spread’ no balcão. Se o banco não ceder, então a solução poderá ser mudar para a concorrência.
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