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Correio da Manhã

Economia
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Vamos pescar menos bacalhau

A quota total de pesca de bacalhau para 2007 no Mar de Barents e no Mar da Noruega e Svalbard – os únicos locais em que os navios nacionais têm acesso à espécie – vai ser reduzida em 47 mil toneladas. A Noruega e a Rússia acordaram, na madrugada de ontem, a fixação da quota anual de bacalhau em 424 mil toneladas, na zona marítima que controlam.
5 de Novembro de 2006 às 00:00
De acordo com o teor do acordo, a que o CM teve acesso, a Noruega fica com uma quota de pesca de 198 500 toneladas (menos 20 200 do que em 2006) e a Rússia com as restantes. É a partir do total de capturas que cabem à Noruega que Portugal terá acesso, por via de um acordo entre aquele país e a União Europeia, a 3780 toneladas de bacalhau, menos dez por cento do que em 2006.
Segundo Pedro França, presidente da Associação de Armadores de Pescas Industriais, ouvido pelo CM, “qualquer redução nas quotas de pesca, seja de que espécie for, é má para o sector. Para mais quando estávamos à espera que este pesqueiro se mantivesse sem cortes”.
A decisão entre os dois países, que o representante dos armadores continua a contestar, por “não ter intervenção da União Europeia”, causa ainda surpresa, uma vez que “naquela zona o ‘stock’ de bacalhau está muito bom e não há qualquer parecer científico que aponte para a necessidade de controlar ou reduzir capturas”.
Apesar de a quebra nas quotas não ter sido tão drástica como se perspectivava – em face das projecções que a própria Noruega fazia e que poderiam ir até aos 25 por cento de redução – os armadores nacionais estão preocupados.
Pedro França regista para o próximo ano uma quebra de 13,5 por cento na pesca da palmeta nos mares da NAFO, a que se juntam os dez por cento do bacalhau e espera, no decurso da próxima semana, novo anúncio de cortes na pesca do ‘red-fish’ pelágico.
“A continuar assim torna-se cada vez mais difícil viabilizar financeiramente os 13 navios fábrica portugueses”, refere.
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