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Correio da Manhã

Economia
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Vereador da câmara do Porto obrigado a sair

Manuel Gonçalves pediu ontem a suspensão de mandato de vereador do Ambiente na Câmara Municipal do Porto, depois de o CM ter noticiado que se encontrava em situação de falência pessoal, mas mantém--se à frente da Águas do Porto. A informação de que o autarca saía da câmara municipal foi prestada aos meios de comunicação social já depois das 20h00.
28 de Janeiro de 2012 às 01:00
Manuel Gonçalves declarou insolvência
Manuel Gonçalves declarou insolvência FOTO: Diogo Pinto

Cerca de uma hora antes, Manuel Gonçalves comunicava a sua decisão ao presidente Rui Rio, que já tinha pedido um parecer jurídico: não havia margem para dúvidas, tal como o CM noticiara. Manuel Gonçalves não poderia ter sido eleito para cargos autárquicos enquanto não regularizasse a insolvência.

Fonte oficial do CDS-PP – partido em que Manuel Gonçalves exerce o cargo de secretário--geral adjunto – adiantou ao CM que foi também aberto um inquérito para perceber o que aconteceu.

A notícia do CM provocou uma natural tensão na autarquia portuense. Rui Rio não gostou de saber que Manuel Gonçalves tinha omitido a informação e, ontem de manhã, à saída da reunião da Junta Metropolitana, assumia esse descontentamento. "Só soube quinta à noite", afirmou, dizendo que ia tentar perceber se a situação era ilegal. As explicações de Manuel Gonçalves foram porém consideradas insuficientes.

O CM sabe que o vereador com o mandato suspenso tentou justificar que a maior parte das dívidas estavam pagas. Argumentou que teria obtido um parecer jurídico em sentido contrário, designadamente de que poderia concorrer a funções autárquicas.

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