Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
4

Vinho casta Alvarinho de Melgaço

A empresa de agricultura e turismo Quintas de Melgaço já viveu dias difíceis, mas hoje ruma pelos trilhos do sucesso. Comercializa para Portugal e mais 17 países do Mundo uma preciosidade: vinho Alvarinho.
17 de Fevereiro de 2012 às 15:00
Pedro Soares comanda as Quintas de Melgaço
Pedro Soares comanda as Quintas de Melgaço FOTO: Secundino Cunha

Depois da tempestade veio a bonança. A empresa de agricultura e turismo Quintas de Melgaço já viveu dias difíceis, há cerca de uma década, mas hoje respira saúde e coloca no mercado toda a sua produção anual de vinho Alvarinho, que ronda o milhão de litros.

Depois da tempestade veio a bonança. A empresa de agricultura e turismo Quintas de Melgaço já viveu dias difíceis, há cerca de uma década, mas hoje respira saúde e coloca no mercado toda a sua produção anual de vinho Alvarinho, que ronda o milhão de litros.

"Uma década após a sua fundação (1990), a empresa bateu no fundo, com um passivo superior a quatro milhões de euros. Só aos agricultores devíamos 1,5 milhões. Foi um parto difícil, exigiu algum arrojo e sacrifício, mas, felizmente, conseguimos e hoje somos uma empresa saudável", diz Pedro Soares, um licenciado em Contabilidade que assumiu os destinos das Quintas de Melgaço na vindima de 2003.

A empresa tem, por assim dizer, 530 accionistas, que são os pequenos produtores Alvarinho do concelho de Melgaço, e coloca no mercado um milhão de litros de vinho branco (Alvarinho), rosés e espumantes, o que garante uma facturação próxima dos 2,5 milhões de euros.

"O produto mais procurado é o Alvarinho QM, que custa, em média, 8 euros a garrafa", diz Pedro Soares, assegurando que, "apesar da crise, as pessoas procuram a qualidade, mesmo custando mais".

As Quintas de Melgaço apresentam um leque variado de produtos, sendo que a alma é a casta Alvarinho. Além do principal, que é o QM, tem o Torre de Menagem (Alvarinho e Trajadura) e o Terra Antiga, que é um branco um pouco mais corrente. Estes dois existem também em rosé, ligeiramente mais frescos e leves.

Depois há o espumante de Alvarinho, um produto de excepcional qualidade, muito solicitado para o acompanhamento de grelhados (peixe ou carne).

No ano passado, avançou com um Alvarinho Vinha Tardia, que é, na prática, uma espécie de licor de Alvarinho, já que as uvas são vindimadas em Dezembro, extremamente maduras e açucaradas. Este ano, colocam no catálogo um Alvarinho Lagar Antigo. Um vinho mais encorpado, isento de filtragens e preparado em lagar segundo os métodos tradicionais.

"A inovação e a criação de novas marcas e produtos é fundamental neste negócio, onde a busca de algo diferente passou a fazer parte dos hábitos do consumidor. Já vai há muito o tempo em que os vinhos se limitavam ao maduro ou verde, branco ou tinto", esclarece Pedro Soares.

A boa onda que os vinhos portugueses atravessam, com crescimentos interessantes nos mercados internacionais, também tem ajudado à consolidação das Quintas de Melgaço, cujo volume de exportação já representa mais de 15 por cento do total da facturação, ou seja, 400 mil euros.

"Para haver sucesso no mercado internacional temos de apresentar vinhos de altíssima qualidade. Caso contrário, a internacionalização é efémera e o investimento transforma-se em prejuízo", avisa Pedro Soares.

As Quintas de Melgaço asseguram a comercialização dos vinhos de quase 250 pequenos produtores do concelho, a quem paga a uva a (preços de 2011) um euro por quilo. Apesar dos tempos de crise que o País atravessa, a empresa prevê, em 2012, ultrapassar a facturação dos dois últimos anos.

Emprego Portugal Excepcional Melgaço Alvarinho
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)