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Correio da Manhã

Economia
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Vítor Gaspar: TAP e ANA privatizadas ainda este ano

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou esta segunda-feira que a venda da TAP e da ANA deverão ser concluídas ainda este ano, tendo a venda da CP Carga sido adiada para 2013. O ministro salientou também que a descida da taxa social única (TSU) é uma possibilidade que será avaliada caso haja margem orçamental para tal e será discutida com o PS e com a 'troika'.
4 de Junho de 2012 às 11:04
"Após o sucesso das privatizações da REN e da EDP, esperamos concluir a venda da TAP e da ANA ainda este ano", afirmou o ministro das Finanças
'Após o sucesso das privatizações da REN e da EDP, esperamos concluir a venda da TAP e da ANA ainda este ano', afirmou o ministro das Finanças FOTO: Miguel A. Lopes

"Após o sucesso das privatizações da REN e da EDP, esperamos concluir a venda da TAP e da ANA ainda este ano. A venda da CP Carga foi adiada" para o próximo ano, disse Vítor Gaspar numa conferência de imprensa em Lisboa, onde apresentou as conclusões do quarto exame da ‘troika’ (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) à evolução do programa contratado com Portugal.

O ministro assegurou que Portugal continuará "o ambicioso programa de privatizações, que tem demonstrado o interesse de investidores internacionais na nossa economia".

"Para além das consequências benéficas para o funcionamento da economia e para a redução do endividamento público, as privatizações têm contribuído para a abertura da economia ao exterior permitindo criar um ambiente mais concorrencial com reflexos positivos sobre a competitividade", salientou Vítor Gaspar.

O ministro das Finanças afirmou ainda que a descida da TSU é uma possibilidade que será avaliada, caso exista espaço orçamental, e discutida com o PS e com a 'troika'.

"Iremos avaliar a possibilidade de, no contexto do Orçamento de 2013, efectuar uma redução específica da contribuição para a segurança social pelos empregadores como forma de estimular a criação de emprego. Naturalmente, a concretização desta iniciativa é condicionada pela existência de espaço orçamental suficiente", afirmou Vítor Gaspar.

O ministro salientou que as previsões da taxa de desemprego de 15,5 por cento este ano e de 15,9 por cento em 2013 "não têm em conta essa medida", mas referiu que "esta medida está em análise".

Há a "possibilidade de esta [medida] ser discutida com forças relevantes incluindo com o maior partido da oposição. Será discutida também com o Fundo Monetário Internacional, com o Banco Central Europeu e com a Comissão Europeia", revelou o ministro.

Vítor Gaspar destacou que a possibilidade da descida da TSU para os empregadores se destina a combater o desemprego e a fomentar a contratação pelas empresas.

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