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Correio da Manhã

Economia
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VIVEIROS COM PREJUÍZOS AVULTADOS

O baixo nível de execução dos programas florestais colocaram os viveiristas portugueses perante a situação inédita de terem de destruir cinco milhões de plantas, que ficaram por plantar por causa da lentidão da aplicação das medidas para o sector. Os prejuízos ascendem “a cerca de dois mil ordenados mínimos nacionais”.
25 de Julho de 2002 às 21:29
Para alertar o Governo para o problema, os responsáveis da Associação Nacional das Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) ofereceram ontem, em plena Praça do Comércio, em Lisboa, algumas plantas ao gabinete do ministro. Esta acção simbólica serviu para sublinhar que “a responsabilidade do poder político, pelo anúncio de medidas para o sector, e da Administração Pública, pela baixa execução dessas medidas, nesta situação”, segundo Paulo Castro, responsável da ANEFA.

Com cerca de 174,6 milhões de euros de apoios públicos até 2006, o Programa Agro tem uma taxa de execução de apenas 23 por cento. Mais baixa ainda é a taxa de execução do Programa Ruris, que conta com uma verba global de 3202 milhões de euros até 2006: só cinco por cento. Como não existe espaço para manter as plantas nos viveiros, estas têm que ser destruídas.
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